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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Preciso desaprender...

Aprender coisas nem sempre é edificante. O aprendisado, via de regra, é apresentado como algo essencial para o ser humano. No entanto, o que esquecem os ensinam a aprende é, que às vezes é preciso desaprender o que se aprendeu e não deveria ter se aprendido.

Preciso desaprender a dissimular. Aprendi cedo, muito cedo. Para impressionar, para desviar atenção dos meus erros ou para não ser diferente. Aprendi e é difícil desaprender.

Desaprender a ceder às pressões. Isto eu aprendi para ser incluido e as consequências sempre foram negativas. Tenho urgência em desaprender.

Desaprender a agir por impulso. É triste olhar para alguns poucos instantes atrás e perceber que já fiz o que não deveria ter feito. A ação parece se antecipar ao pensamento. Preciso desaprender.

Preciso desaprender tantas coisas. A irritação sem causa com as pessoas amadas, os hábitos errados que parece terem se enraizado na vida, a pressa por coisas que nem sei quais são, a indiferença que é o verdadeiro oposto do ódio, a displiscência por coisas essenciais...

Preciso desaprender.

Não me faltaram mestres para me ensinar a aprender, procuro O Mestre que reverta o processo das aprendizagens desnecessárias, inúteis, maléficas.


Preciso desaprender.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sou Criacionista

Sou criacionista porque os fatos não me possibilitam crer diferente.

Sou criacionista porque quando olho para o milagre da vida, sou convencido da existência do Criador.

Sou criacionista porque pensar diferente disso exige de mim muito mais fé do que preciso para crer em Deus e em Seu poder criador.

Sou criacionista porque a ciência experimental me diz que nem todos os bilhões de anos atribuídos ao Universo seriam suficientes para fazer a vida surgir espontaneamente.

Sou criacionista porque, pensando assim, encontro respostas para outros conflitos da vida.

Sou criacionista porque Newton, Pascal, Dalton, Copérnico, Galileu, Kepler, Pasteur e outros fundadores da ciência moderna eram criacionistas.

Sou criacionista porque a ciência moderna, com todos os seus avanços, nunca conseguiu produzir, nos mais equipados laboratórios, qualquer forma de vida, por mais simples que seja, nos moldes defendidos pelo evolucionismo.

Sou criacionista porque creditar ao acaso milhares de formas de vida tão complexas seria absurdo para o mais cético pesquisador.

Sou criacionista porque é lógico.

César

(Obrigado ao Michelson pelas retoques no texto.)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Deus é como os Power Rangers



Pai, quem criou Adão foi Deus ou Jesus - Perguntou meu filho curioso.


Foi Deus, Jesus e o Espírito Santo - Respondi.


Quem é o Espírito Santo ? (Pedro não havia sido apresentado ao Espírito Santo ainda)


É Deus. Eles três são Deus. Se juntaram para criar Adão e Eva e se juntam para nos ajudar.


A esta altura eu já estava cético sobre a compreensão do meu filho de 6 anos sobre a Trindade. Ainda mais quando o vi fransindo a testa tentando organizar os pensamentos.

Foi quando ele saiu com essa:

Ah, já sei Deus é como os Power Rangers!

Como???? Por quê????? Power Rangers???? - não entendi nada.


É, os Power Rangers se juntam e formam o Megazord para lutar contra o mal! Assim como Deus faz - Concluiu Pedro na sua teologia compartiva.

Deus é com os Power Rangers. É por aí...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Em defesa da paixão

Sempre ouvi comentários discriminatórios a respeito da paixão. Enquanto o amor é colocado no lugar mais alto do pódio, a paixão é considerada danosa, perigosa, coisas assim. O amor é equilibrado, é sereno, é constante... A paixão é impulsiva, é louca, é marginal...
Mas o que seria de nós sem a paixão?

É ela que nos acende o fogo para quase tudo na vida. Trabalho sem paixão é puro tedio, esporte sem paixão é mera atividade física (quem vai assistir os jogadores do flamengo e Vasco fazendo atividade física?) Amor sem paixão, não existe. Amor que se presa de verdade tem que ter paixão.

Dizem que quando a paixão acaba o amor permanece. Mas se a paixão é um ingrediente inseparável do amor, o que continua? Lembranças de um passado bom.

Isso é desculpa de quem deixou de amar e quer culpar a paixão por isso.

Se amor nos leva a fazer sacrificios pelo outro, a paixão nos leva a fazer loucuras. E o que é o sacrifício se não a loucura de quem ama?

Amor e paixão andam juntos como Avião e asa, Piu-Piu e Frajola, futebol e bola... Assim como eu você.

O amor sente, a paixão age. O amor pensa, a paixão fala.

E os desequilíbrios da paixão? São defeitos de um amor desequilibrado. Se o amor sai dos trilhos, a paixão se revela parcial, egoísta, interesseira.

Sou daqueles que acredita que a vida só vale a pena se tiver paixão. A gente ama e se paixona, se apaixona e ama. Isso faz sentido pra mim.

Não posso dizer que estou apaixonado, isso seria uma contradição diante de tudo que eu disse. Estar é um verbo temporal.
Sou apaixonado., às vezes mais às vezes menos. Mas sempre apaixonado.
Para Pedro e Patrícia.




quinta-feira, 25 de junho de 2009

Argumentos

Outro dia li uma manchete em uma revista muito conhecida no Brasil: Darwin matou Deus. Entendi que o objetivo da manchete era demonstrar que os argumentos do naturalista inglês convencem mais que o relato bíblico a respeito da origem da vida.
O que nós temos na verdade é uma guerra de argumentos. De um lado os evolucionistas que trabalham para de fato, exterminar Deus da mente humana e de outro os criacionistas, que às vezes nem sabem defender direito a sua crença na veracidade do relato de Gênesis. É possível que esta batalha de argumentos cause alguma confusão na mente de algumas pessoas. Por isso eu convido você a ouvir o que a natureza argumenta a respeito da sua origem.

Ouça as flores, tão belas, tão únicas, com uma harmonia tão inspiradora que emociona até aos céticos: Se aproxime delas e as ouvirá sussurrando que sua maciez, suas cores, seus perfumes não são coincidência, foram carinhosamente provocados por alguém brilhante.

Ouça a grama, um tapete de um verde tão vivo, tão verde que é possível ouvir não apenas palavras, mas gritos, berros de algo que foi posto para tornar a vida mais alegre e significativa.

Ouça o argumento da chuva. Cai, molha a terra, refrigera, faz crescer plantas, mata a sede. Sua utilidade não é obra do acaso ela foi providenciada para servir, para agradar, para conscientizar sobre a existência de alguém preocupado com o ser humano.

Você poderia passar horas conversando com pássaros, com plantas, com o mar, com o oxigênio, com você. Que quase sem perceber traz dentro de si argumentos que são irrefutáveis. O coração que bate misteriosamente, o sangue que corre incansavelmente, os olhos, máquinas perfeitas, que nos privilegiam com sentido da visão. A possibilidade de reproduzir-se, de ver a vida surgir quase do nada, quase do invisível e aqui estamos nós Ex- espermatozóides e óvulos, quem diria . Vivos, falando ouvindo sentindo vivendo.

Darwin morreu, restaram apenas palavras em um papel, do trabalho do pesquisador confuso.

Mas o trabalho de Deus continua, não no papel, mas no macro e no micro. No Oceano revolto que para na praia evitando catástrofes e no minúsculo João de barro que sem noções de engenharia ou arquitetura constrói sua casa segura e bela. Deus continua vivo segurando no nada o planeta imenso e guiando tartarugas para a praia a fim do colocar seus ovinhos.
Deus está vivo por que a vida só surge de vida, isso é um princípio científico,e existe vida na a emoção que toma conta de nós quando vemos o bebê nascer, a música ser cantada, a vida ser celebrada através do amor do homem e da mulher. Deus está vivo e está aqui. Não há evidência mais convincente. e contra fatos não há argumentos. Por isso, fui convencido, por isso não tenho dúvidas. Deus está vivo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

o Pum


Estávamos sentados na sala, eu, minha mulher e meu filho, quando de repente um cheiro horrível invadiu o ambiente e nos incomodou a todos, provocando a irressitível pergunta: Quem fez isso?

Minha mulher, disse que não foi ela, sua feminilidade não lhe permitia produzir algo tão desagradável.

Eu, até que me provassem o contrário, tinha certeza que não havia comprometido o ambiente com um odor tão aterrorizante.

Olhamos para Pedro, que reagiu com indignação gritando: Nem olhem para mim, não fui eu!

Descofiados, perguntamos ao garoto: Então quem foi?
E ele, com a cara mais cínica do mundo, respondeu com uma blasfêmia de nível leve: Foi o anjo, deve ter sido o anjo (rs rs).

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mudança de hábitos.


Sempre achei difícil adquirir novos hábitos. Mas nada se compara com a dificuldade de abandonar os velhos maus hábitos. São como sanguessugas, grudadas à personalidade, nos acompanham por muito tempo, sem nos permitir liberdade de escolha.
Mas coisas boas tem acontecido na minha vida. Li um texto na bíblia que me fez entender muito sobre mudança de hábitos. Crônicas 7:14 diz que devemos nos converter dos maus caminhos. Ao ler as primeiras vezes esse texto não consegui aceitá-lo prontamente.
- Não consigo me converter dos maus meus caminhos, pensava eu, alguém tem que fazer isso por mim. Eles são mais fortes que eu.
Foi aí que concluí que Deus me pede para me converter dos maus caminhos e não dos piores caminhos. É que existem maus caminhos (mutáveis com organização de horários, prioridades etc.) e piores caminhos (aqueles que você e eu sabemos que são um calo no tênis novo). Todo mundo sabe disso na prática.
Os meus piores caminhos, impublicáveis aqui, necessitam de milagres, tempo e perseverança, mas os maus caminhos até que podem sofrer alguma mudança mais rápida.
Fiz uma relação dos maus caminhos que poderiam ser mudados: Hora de dormir, alimentação, economia, exercícios físicos... e a lista se estendeu por linhas e linhas no caderno paciente.
Orei a Deus e comecei, entre os maus, pelos mais fáceis. Está dando certo!
Há algum tempo tenho percebido diferença no meu estilo de vida e tenho expereimentado o prazer da mudança de hábito convertendo-me dos meus maus caminhos. Estou mais feliz assim.
Um dia eu chego nos piores.


sábado, 30 de maio de 2009

NO NORDESTE!

Recebi pela internet. Muito bom.

NO NORDESTE!
Para conseguir a aceitação do público nordestino, os cinemas locais decidiram mudar os nomes dos filmes. Veja abaixo os novos títulos:
De: Uma Linda Mulher Para: Uma Quenga Aprumada
De: O Poderoso Chefão Para: O Coroné Arretado
De: O Exorcista Para: Arreda, Capeta!
De: Os Sete Samurais Para: Os Jagunço di Zóio Rasgado
De: Godzila. Para: Calangão
De: Perfume de Mulher
Para: Cherim de Cabocla
De: Tora, Tora, Tora! Para: Ôxente, Ôxente, Ôxente!
De: Mamãe Faz Cem Anos Para: Mainha Nun Morre Mais
De: Guerra nas Estrelas Para: Arranca-Rabo no Céu
De: Um Peixe Chamado Wanda Para: Um Lambari Cum Nome di Muié
De: A Noviça Rebelde Para: A Beata Increnquêra
De: O Corcunda de Notre Dame Para: O Monstrim da Igreja Grandi
De: O Fim dos Dias Para: Nóis Tâmo é Lascado
De: Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita. Para: Um Cabra Pai D'égua di Quem Ninguém Discunfia
De: Os Filhos do Silêncio Para: Os Mininu du Mudim
De: A Pantera Cor-de-Rosa Para: A Onça Viada
Abraços

sexta-feira, 29 de maio de 2009

wordless...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Francisco de Argemiro

Não há nada nesta vida
Que deixe mais infeliz
O sertanejo que planta,
Semente, broto e raiz.
Do que a falta de chuva
Que molha o seco chão
E traz vida e alegria
Pro homem lá do sertão.

Quando não chove na terra
Pra plantação florescer
Falta riso e alegria
O peito bota pra doer.
A família só lamenta
Pela falta do aguaceiro
Que traz vida traz sustento
Pra todo sertão inteiro.

A estória que eu lhe conto
Nos traz uma grande lição.
De aprendizado, de luta
De choro e de gratidão
Pois o homem que é temente
A Jesus nosso Senhor
Aprende com as desgraças
E a Ele dá louvor.

Seu Francisco de Argemiro
Conhecido como Dão
Tinha uma roça de milho
Plantava também feijão
Possuía umas cabrinhas
Dois bezerros e um animal
e morava numa casinha
pitada de branco cal.

Uma homem temente a Deus
Que todo dia Orava
Pelo filho e filha
Pela mulher suplicava
Que proteção a família
O Bom Deus lhe concedesse
E que por misericórdia
Ninguém lá adoecesse


Naquele ano Francisco
Estava todo contente
Pois a roça prometia
Era tudo diferente
Se chovesse aquele ano
Com certeza compraria
Pro seu filho um presente

O menino desejava
A bicicleta sonhada
Tinha visto na cidade
Toda bela adornada
Na vitrine de uma loja
Tinha pedido ao pai
Papai me dê esse ano
Compre pra mim, compre vai.


O pai sensibilizado
Lhe prometeu o presente
Viu um sorriso no rosto
Do seu filho tão contente
Olhou pro céu e pediu
Pra que Deus Abençoasse
A roça naquele ano
Que a chuva do céu chegasse

Mas o que Dão não sabia
É que na data marcada
Nem chuva e nem garoa
Nem nuvem no céu nem nada
Estava ameaçada
Toda sua plantação
Se a chuva não viesse
Tudo ia ser perdição

E o pobre do garoto
Que todo dia perguntava
Papai e a bicicleta?
Dão quase não agüentava
Ore a Deus meu filhinho
Que sabe o melhor que nós
Era o que Dão Respondia
Chega lhe cortava a voz.

Nada de chuva, nem vento
Que a chuva anunciasse
E a noticia que chegava
É que o povo se preparasse
Que vinha seca das brabas
Como nunca tinha vindo
Que já tinha agricultor
Dando o milho como findo.

Um dia não agüentou
Francisco correu pro mato
E perguntou para Deus
O que é que tinha de fato
Aborrecido o Senhor
Pra Ele não responder
As preces daquele povo
Que estava a padecer.

Foi quando Dão teve a idéia
De com Deus negociar.
Pra ver se o Senhor mudava
A forma de lhe tratar
Pensou então na promessa
que pro filho tinha feito
Lhe comprar a bicicleta
E a Deus orou do peito:

Se o senhor mandar a chuva
E eu colher o meu milho
Vou cumprir minha promessa
Que eu fiz para o meu filho.
Eu lhe entrego meu jumento
O que eu uso pra arar
Ele é seu, de documento
Não volto mais pra buscar.

Esperou algumas horas
E nada nada mudou
Deu em Dão um desespero
E ele a oferta aumentou
Aquelas 8 cabrinhas
vão também na embalagem
fique com elas mas mande
a chuva pra estiagem

O silêncio era o mesmo
Dão então ficou irado
As galinhas a carroça,
as ferramentas e arado
mas Senhor eu lhe suplico
Me manda a chuva chover
Pra eu não ver o meu filho
De tristeza adoecer.

Não estava funcionando
E dão se desesperou
O que o Senhor que eu faça
Dão gritando perguntou
Não me resta quase nada
Que eu possa oferecer
A vida eu lhe entrego
A minha alma meu ser

Foi nesse mesmo instante
Que o céu escureceu
E um trovão estourou
Parecendo o próprio Deus
Anunciava pra Dão
Que a chuva foi mandada
Pra atender o pedido
Do homem que suplicava

E não era o jumento
As galinhas ou o arado
Não tão pouco em sua roça
Deus estava interessado
Deus somente precisava
Que Francisco entendesse
Que era nele, só nele
Que Deus tinha interesse

Assim Deus mandou a chuva
E Francisco entendeu
Deus não gosta de esmola
Que oferece um filho Seu
Deus quer alma, Deus que mente
O corpo, e respiração
Deus que tudo dos seus filhos
A fé e o coração

E você que crê em Deus
Repita o que Dão já fez
Entregue a Deus tudinho
Sem rodeio ou mesquinhez
A vida, e o seu tudo
Que Deus há de enviar
Chuva de Bênção. do céu
Pro seu povo abençoar.










segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ops!!
Me perdôem mas não coloquei o autor do texto "pra não ferir nunguém"
É do Padre Zezinho. Não é meu mas é lindo Andréia. rsrsrs

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Pra não ferir ninguém, eu vim te procurar...
Alguém me machucou e eu não pude nem chorar...
Escuta meu Senhor, escuta a minha história.
Por mil caminhos e a sorrir, eu procurei compreender,
nenhum irmão eu quis ferir eu só pensei em ajudar.
Mas houve quem não entendeu e destruiu o que eu ergui,
e arrancou o que eu plantei, desafiando minha paz.
De tanto ouvir falar de Ti, eu quis fazer como aprendi.
Eu quis amar sem distinção, de todos eu me fiz irmão.
Mas houve quem não entendeu e disse coisas que eu não fiz.
Eu tenho medo de esquecer de me esquecer que sou feliz.
Eu venho aqui pedir perdão, se por acaso eu mereci,
sofrer tamanha ingratidão, quando eu busquei sempre ajudar.
Mas quem não entendeu fui eu, que se esqueceu quem foi Jesus,
que fez um bem maior que o meu e mesmo assim morreu na cruz

terça-feira, 28 de abril de 2009

Você é... (Inspirado no poema homônimo de Max Nunes)

Recheio do meu pastel
Memória do meu PC
O anular dedo do anel
Do meu bolo o glacê

A fronha do travesseiro
Onde eu deito pra dormir
Uma foto de corpo inteiro
Piada que me faz rir

Meu perfume preferido
Bem-me-quer e bem-te-quer
Grudezinho do meu umbido
Você tanta coisa é.

Parabéns Patrícia,
Amo Você.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O negócio


NEGÓCIO s.m. (Do lat. negotium.) 1. Empreendimento comercial, industrial, financeiro. – 2. Transação. 3. Assunto, fato. – 4. Ajuste, questão.

Todo mundo sabe o que é negócio. Mas sabem o que é negócio negócio. A mercearia do Seu Antônio é um negócio, o que fazem na feira do troca-troca são negócios, tomar emprestado uma espingarda é um negócio, perigoso, mas é um negócio. . Mas se o assunto é “negócio qualquer coisa” aí agente tem um mistério a resolver.
Porque as pessoas tomaram emprestada a tal palavra e a empregaram em tudo que é negócio, digo situação.
“Aquele negócio que Maria falou” (negócio história”)
“Aquele negócio que ele pegou lá em casa” (negócio objeto”)
“A tampa traseira da mangueira do negócio” (negócio detalhe)

O negócio se tornou uma espécie de vale tudo linguístico. Você não sabe, não lembra, não faz idéia, usa o negócio.
Problema sério mesmo é quando se associa o negócio a um outro recurso de substituição: a coisa, aí lascou. Quando se quer entrar em detalhes mínimos, a junção das palavras é acionada. É necessária então uma compreensão do asunto tão apurada, tão geral que nem todos os mestrados e doutorados do planeta conseguem preparar o indivíduo para entender tal negócio, digo situação.
“A coisa do negócio tava, assim, coisada.” (A fronha do travesseiro estava assim, rasgada.)
“Ele coisou o negócio com o dente.” ( Ele partiu o cordão com o dente)
“Pega o negócio, aquela coisa, aquele negócio, a coisa em cima da mesa!! (Infelizmente não consegui interpretar esta sentença)

A verdade é que as pessoas utilizam maneiras de se comunicar incríveis. E dentro de um contexto sociolingüístico, surgem termos inacreditáveis, mas que fazem sentido para aquele grupo de falantes. É engraçado, criativo, divertido. São os verdadeiros inventores da língua. Aptos a desembaraçar qualquer negócio, digo situação.
César

A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros. Vinha da boca do povo, na língua errada do povo. Língua certa do povo. Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil. Ao passo que nós o que fazemos é macaquear a sintaxe lusíada...”

Manuel Bandeira

Leão do Norte


Estava ouvindo a pouco uma música de lenine intitulada "Leão do norte" pra quem é pernambucano é uma canção e tanto.
Vai a letra aí.

Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba Ao som da orquestra armorial
Sou CapibaribeNum livro de João Cabral

Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E vou dando um cheiro em meu bem

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão

Eu sou mameluco...

domingo, 19 de abril de 2009

O nada.

Tudo começou com uma idéia: vou produzir a vida. E assim começou o processo criativo mais fantástico do universo.
Primeiro as células, os tecidos, depois o mais difícil: nervos, ossos, pele.
As coisas pareciam milagre, mas não eram, era ele agindo.
Articulações perfeitas, detalhes impressionantes, ele pensou em tudo.
Enquanto isso, em um lugar mais distante dali, a comida dos futuros seres era preparada. Não era qualquer alimento, era um alimento rico em vitaminas e proteínas, adaptado às necessidades que as criaturas teriam. E o sabor, até nisso ele pensou, os alimentos tinham sabor, cor, prazer.
Muito mais distante dali, fora do planeta, o sol era posto na distância certa, a terra inclinada a 23 graus, os planetas organizados pontualmente.
Algo sobrenatural parecia organizar o harmonioso processo de desenvolvimento, mas era apenas a sua atividade inteligente.
De volta aos seres em evolução, os órgãos se tornavam uma realidade. Pulmões, fígados, estômagos.
A cada dia a vida ia se tornando mais complexa. Mais complexa mais e mais complexa. Era ele agindo. Só Ele.
Ele pensou em tudo!
Finalmente, a vida, a existência nasceu. Ele criou.
Viva!Glórias! Louvado seja: O NADA!

Você acredita nisso?
Eu também não.
Sou criacionista.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Matuto apaixonado (Para minha matutinha Patricia)


Quando eu conheci tu, eu nunca que iamginei
Que eu ia gostar tanto do jeito que eu gostei.
Que eu ia me entregar do menor fio de cabelo
Inté a unha do pé. E me dividir contigo, para tu fazer comigo qualquer coisa que quizé.


Fui lá, vim cá, conversei, rodei quiném um peru.
Fiz piada até cantei pra vê se bulia con tu.
E finalmente no dia que tu me disse que sim
Eita nega, eu quase morro de tanta filicidade que tinha dentro de mim.


Quanto mais o tempo passa, mais os entimento aumenta
Parece inté uma fogueira que o coração esquenta
E quem ouve eu prosear, desse jeita atrapalhado
Descobre logo que eu sô
Um matuto sim sinhô, mas que ama e é amado.

domingo, 5 de abril de 2009

Best Brother


Há algum tempo atrás comecei a chamar os amigos de big brother. É claro que não me referia ao reality show da Rede Globo, nem muito menos ao Big Brother de George Orwell, autor da expressão no romance 1984. Referia-me ao sentido óbvio da tradução, que é algo como "irmãozão". Tenho vários Big Brothers, eles foram surgindo ao longo da vida, em um aperto, em uma viagem, na infância. Mas meu Best Brother, não surgiu em um momento. Estava em todos os momentos. Nos apertos, nas viagens, na infância. Daniel, meu irmão, (Diel) é meu Best Brother. Nunca deixou de se preocupar, nunca parou de se meter nas minha broncas e tentar resolvê-las. É um cara generoso, de um coração gigante. Um bom humor inveterado, descontrolado às vezes, mas que chora fácil de tristeza, anda de coração na mão. Meu Best Brother. Você é único. Tenho o grande privilégo de ser seu irmão, seu amigo.

Hoje é o casamento de Diel.

Por isso desejo pra ele uma best esposa, uma best festa e uma best vida ao lado dAquele que é nada mais nada menos que o The Best: Jesus.


Amo você meu irmão.

domingo, 29 de março de 2009

Pedro não para.


Pedro não para


Pedro desce da escada, tira o dedo da tomada,
Solta o cabo da panela, lava a mão
Pedro calça a sandália, deixa esse fogo aí,
Pedro a planta morre com esse seu xixi.

Puxa vida esse Pedro corre, brinca cai no chão
Pega o cabo da vassoura, suja a mão.
Já tentei desligar Pedro mas eu nunca descobri
Onde estão as baterias do guri

A verdade é que a gente olha Pedro e logo diz:
Puxa vida como ele é feliz.
E com tanta correria e sorrir, subir, pular
Pedro enche de alegria o nosso lar
Que o bom Deus proteja Pedro, ao cair e ao levantar.
E que o ajude a nunca braço ou pé quebrar.
E pra dar uma forcinha vou em Pedro instalar
GPS, capacete e radar.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Graça

Não sei se você lembra, mas há muito tempo atrás nós costumávamos escrever textos chamados cartas. Havia algo de especial nas cartas. Escrever nem era tão bom, mas recebê-las era mágico. O E-mail, apressou a comunicação, mas nos tirou o prazer de perguntar ao carteiro se havia cartas pra gente. Rasgar o envelope e ler a mensagem produzida pelo próprio punho da pessoa querida era maravilhoso. E os finais... Era a inspiração concentrada. "Termino esta com o coração cheio de afeto. Do teu, somente teu..." (rsrs)


Lembrei das cartas para falar na bíblia. Vcoê já prestou atenção como ela termina?

Graça. Deve haver algo de muito especial sobre a Graça. Jesus poderia ter concluído a bíblia falando de amor, esperança, fé... Mas escolheu concluir Sua carta com a palavra Graça.

A teologia tem tentado definir a graça como favor imerecido, mas talvez não haja uma única definição para o termo. Pedro diz que a graça de Deus é MULTIFORME. Portanto uma definição apenas, restringe o valor da graça. Ela pode ser perdão para alguns, amor para outros e até esperança para os aflitos. Ela se revela personalizada partir da necessidade do pecador. Graça. É bom pronunciar. Graça.

Enquanto escrevo esse texto, estou ouvindo uma música dos Arautos do Rei, que descofio, foi ditada pelo Espírito Santo ao compositor. Nunca ouvi alguém cantar sobre a graça com com tanta simplicidade, poesia e com um efeito tão real.
"Graça, simples assim. Perdão se recebe, se aceita enfim. Pecado não se explica, pecado se pecado se paga. E Cristo pagou por mim."


Servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. I Pedro 4:10