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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Bateria na igreja.
Sempre houve algo que me incomodou na maneira como minha igreja louvava. Tinha a impressão que faltava algo, mas nunca soube explicar exatamente o que acontecia. Acho que descobri.Cresci numa igreja pequena, minha mãe dirigia corais infantis, aprendi a gostar de música desde cedo. Quando juvenil admirava os quartetos, especialmente os Arautos do Rei. Depois vieram os grupos, Prisma, Integração, Som e Louvor, era música de qualidade, me impressionavam e influenciavam e estes grupos se tornaram referência na minha adolescência. Formávamos grupos semelhantes, uma espécie de “todos os grupos cover”. Copiávamos os arranjos, a maneira de cantar e se apresentar. Era a nossa maneira de Louvar.Enquanto isso o louvor congregacional da igreja deixava muito a desejar. Os hinos cantados repetidamente, a falta de instrumentos musicais para acompanhar, o ritmo insistentemente lento e a visível colocação do louvor em segundo plano na liturgia da igreja. Confesso que me mantinha dentro da igreja na hora do “serviço de cânticos”, por causa da vigilância acirrada dos meus pais. Depois disso tive muitas discussões sobre o formato do louvor. Eu imaginava que com músicas mais animadas, nós resolveríamos o nosso problema. Eu estava errado.Percebi que o despreparo torna o louvor superficial e sem efeitos espirituais. Percebi que se não nos preparamos espiritualmente para o louvor, pecamos por agir sem fé. Percebi que temos tornado o nosso louvor em música, quando deveríamos transformar nossa música em louvor. Nos especializamos em quartetos, conjuntos e trios e esquecemos que Deus também precisa ser louvado, e talvez preferencialmente, na assembléia dos justos e na congregação. Sl 111:1
A minha experiência com o louvor, a partir de algumas mudanças de postura, tem melhorado significativamente minha experiência com Deus durante adoração. Tenho visto, não apenas em mim, mas nos membros da minha igreja, demonstrações claras de que o louvor é um meio excepcional para encontrar-se com Deus.
A minha igreja, ao montar uma banda para o ministério de louvor, adotou entre os instrumentos uma bateria eletrônica. Há mais de um ano ela tem sido usada de maneira discreta, como deve ser usado qualquer outro instrumento. Mas percebo que alguns poucos irmãos ainda se incomodam com sua presença. Digo sua presença, porque se ela é apenas ouvida em playbacks, é aceitável, mas “pessoalmente”, continua causando comentários negativos.
Meu objetivo não é ser “advogado” da bateria, mas resolvi estudar sobre o assunto e escrever algo sobre o resultado da pesquisa. Não acho que a bateria precisa ser defendida, mas é injusto acusá-la sem o direito de defesa.
Contradição litúrgica
Nosso comportamento litúrgico se baseia em muito na maneira de adoração dos Hebreus. São comuns em nossos cultos o uso dos salmos como base para o estímulo do louvor. Imperativos do tipo: Rendei Graças (Sl 107:1), Cantai(Sl 149), Louvai(Sl 147), Adorai (Sl 99:9), Bendizei (Sl 100:4) estão frequentemente nos lábios dos dirigentes de louvor nos nossos serviços religiosos.
No entanto, os Brados (Sl 66:1) as Danças (Sl 149:3) os aplausos (Sl 47:1) e os adufes, (espécie de pandeiro quadrado revestido de pele de carneiro), (Sl 150:4) não podem ser estimulados, sob o argumento de que tais procedimentos não fazem parte da nossa cultura e portanto causariam desconforto a maioria dos adoradores. Há uma espécie de contradição litúrgica em nosso meio.
É comum ouvir que foi por uma razão cultural, que a profetiza Mirian dançou ao som de tamborins após a passagem do mar vermelho (Ex. 15:20-21). Também foi pela mesma razão, que Davi dançou freneticamente na presença do Senhor ao retornar a arca para Jerusalém. (II Sam 6:14) Concluímos portanto que, a cultura local está intimamente ligada a adoração ao Senhor. Instrumentos, músicas, e manifestações de adoração eram fruto de um coração grato e comprometido com Deus, mas os meios para fazer isto, eram obtidos a partir da cultura local a que os adoradores estavam expostos.
Numa perspectiva mais radical, deveríamos escolher, ou adoramos a Deus segundo o formato da cultura dos Hebreus e assim adotamos as danças, as palmas, os gritos de júbilo, os instrumentos de percussão, ou adoramos ao Senhor segundo o formato da nossa própria cultura, que sendo brasileira, tem raízes européias, indígenas e africanas..
O que não podemos é escolher a parte que nos é conveniente, provavelmente fruto apenas da influência européia, e descartar sem argumentos convincentes, aquilo que não se adapta no nosso conceito de adoração.Há, no entanto, uma terceira possibilidade, usar de maneira espiritual, racional e equilibrada (I Cor. 14:15) ingredientes da nossa cultura e da cultura hebraica com o objetivo único de engrandecer ao nosso Rei, sem tentar formatar um modelo único de adoração, baseado em conceitos pessoais.
A grande polêmica sobre o uso da bateria na igreja, tem se mantido pela falta de uma conversa franca, aberta e madura sobre o tema, especialmente nas igrejas locais, onde se poderiam apresentar as razões para se manter ou se retirar de vez o instrumento em questão. Enquanto cultivarmos os “achismos” fundamentados em nossa própria experiência religiosa, correremos o risco de ameaçar aquilo que menos se discute como essencial: a adoração genuína a Deus.
Texto Bíblico
Não encontramos no texto sagrado nenhuma reprovação ao uso de instrumentos de percussão na adoração a Deus. Pelo contrário, é possível encontrar inúmeros episódios onde tais instrumentos foram usados para louvar a Deus e são citados num contexto de louvor. (Ex. 15:20, I Sam 10:5-6, II Sam 6:5, Sl 68:25, Sl. 81:2, Jerem. 31:4)
Mas há aqueles que interpretam alguns textos bíblicos, onde não são mencionados a presença da percussão no louvor de templo, assim se crê que estes instrumentos devem ser evitados pela ausência de uma citação específica. Na igreja, não. Fora da igreja, sim. De acordo com esta argumentação o ambiente do templo é mais sagrado que a reunião de dois ou três reunidos em o nome de Jesus (Mateus 18:20).
Uma das interpretações é que, quando Ezequias restabelece o culto a Deus, na lista dos instrumentos que seriam usados no louvor do templo, não estavam os tambores. Segundo este argumento, o tambor foi omitido por não agradar a Deus, embora não haja esta menção. Portanto, apenas os instrumentos permitidos por Deus entraram na lista de Ezequias. No texto de II Cron. 29:25, são citados os seguintes instrumentos: “címbalos, alaúdes e harpas”. Bem, ainda que os tambores não fossem mencionados neste momento, o címbalo, um conhecido instrumento de percussão no mundo árabe, foi incluído na lista dos instrumentos oficiais do templo, naquele momento. O címbalo segundo o dicionário bíblico virtual Bibliaonline.com, era um antigo instrumento constituído por dois meios globos de metal que se percutiam um contra o outro; como pratos. Percebe-se aí a clara menção a um instrumento de percussão, Portanto parte da bateria continuava útil para a adoração a Deus na relação de Ezequias.
No entanto, não é a lista de II Crônicas que define que instrumentos devem ser utilizados no louvor a Deus. Se fosse assim nós não poderíamos usar o piano, pois ele não é citado neste rol. Deveríamos também excluir os instrumentos eletrônicos, pois apenas instrumentos acústicos foram citados e finalmente teríamos que usar de fato e literalmente, apenas a harpa, os címbalos e os alaúdes, afinal eram estes os instrumentos adotados pelos músicos naquele momento. O fato de não mencionar algo específico não significa a exclusão definitiva. Como exemplo, podemos citar a não repetição do mandamento “Não terás outros deuses diante de mim” no Novo Testamento. Embora, vários textos deixem claro a manutenção desta Lei, não encontramos este mandamento citado especificamente. Isso não significa absolutamente que este mandamento deve deixar de ser seguido pelo fato de não o encontrarmos no Novo Testamento.
Finalmente, o que temos que lembrar é que o templo construído por mãos de homens deixou de ser a morada de Deus, assim, não existe mais a divisão dentro e fora da igreja. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. (Atos 17:24.) Nós somos a morada de Deus (I Cor. 3:16) (Efe. 2:22). Somos os templos de Deus, assim não é que fazemos na igreja, mas o que fazemos como igreja que agrada ou desagrada a Deus. O que devemos evitar no templo, devemos evitar fora do templo, da mesma maneira, no que diz respeito a adoração, o que podemos fazer fora do templo, estamos autorizados a realizar no templo.
Espírito de Profecia
Como não poderia ser diferente, não encontraremos especificações sobre o uso deste ou daquele instrumento nos textos de Ellen White. Pelo contrário, ela afirma sobre o uso de instrumentos na adoração “Não devemos nos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra”. (Testimonies, vol. 9, págs. 143 e 144)
No entanto, aqueles que discordam da presença da percussão na igreja, citam um episódio de desequilíbrio religioso ocorrido em uma reunião campal em Indiana EUA, para argumentar contra o uso deste tipo de instrumento. O texto, a que se referem é o seguinte: “Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” ME v. 2 p. 36.
O texto claramente narra uma situação de desequilíbrio religioso, ao descrever gritos com tambores, danças e música. O contexto revela que separado do Espírito Santo, o comportamento religioso torna-se desonroso a Deus. Mais uma vez, o fato de citar os tambores neste texto, não significa a ordem para o desuso em uma situação de equilíbrio espiritual, se não, teríamos que excluir a música da adoração já que ela é citada especificamente no texto de Ellen White, como sendo um sinal de afastamento do Espírito. Fosse desta maneira, a harpa, instrumento símbolo da adoração, deveria ser também evitada por ser citada em situações negativas. Se não vejamos: Labão, o tio de Jacó, um adorador de falsos ídolos, usava harpa para suas festas religiosas. (Gen 31:27) Os incrédulos, observados por Isaías, usavam bebidas alcoólicas em suas banquetes e tocavam harpas em seus festejos pagãos. (Isaías 5: 11-12) O rei Nabucodonosor, usava a harpa para o chamado a adoração da estátua erguida em Babilônia (Daniel 3:5) Apesar disto, o uso da harpa não é desaconselhado, a despeito do seu uso por pagãos.
Ao citar o episódio de Indiana, Ellen White menciona além da bateria, outros instrumentos:
“Eles possuem um Órgão, um contrabaixo, três rabecas, duas flautas, três tamborins, três cornetas e um grande surdo, e talvez, outros instrumentos que eu não tenha mencionado..., e quando atingem uma nota alta, não podeis ouvir uma palavra da congregação em seu canto, nem ouvir nada a não ser guinchos parecidos com os que são emitidos por deficientes mentais.”
Culpar os instrumentos nesta situação, nos forçaria a rever o uso de órgãos, contrabaixos, flautas e cornetas no nosso serviço de louvor. È clara a advertência da autora sobre a maneira como são usados os instrumentos e as vozes dos músicos em questão, com notas altas, sobrepondo-se às vozes dos cantores. Sua menção é quanto ao uso desequilibrado dos instrumentos, a maneira desequilibrada de cantar e não a que instrumentos estavam sendo utilizados.
Os conselhos de Ellen White quanto ao uso da música na adoração referem-se a: habilidade, cuidado, beleza, emoção e poder.
“Ergam-se as vozes em hino de louvor e devoção. Chamai em vosso auxílio, se possível, a música instrumental e deixai ascender a Deus a gloriosa harmonia em oferta aceitável” Test. Seletos Vol 1 p. 457
Opinião da IASD
Em outubro de 2004, a Associação Geral publicou um documento oficial sobre a música na IASD. A Divisão Sul americana, fez acréscimos neste documento para divulgá-lo na América sul. Seguem trechos do referido documento sobre o uso de música instrumental:
Toda música que se ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve glorificar a Deus. "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus." (I Coríntios 10:31.) Este é o princípio bíblico fundamental. Tudo o que não atende a esse elevado padrão, enfraquecerá nossa experiência com Ele.
Toda música que o cristão ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve ser a mais nobre e melhor. "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4:8.) Como seguidores de Jesus Cristo, que aguardam e esperam unir-se ao coro celestial, vemos a vida na Terra como um preparo para a vida no Céu e uma antecipação dela.
Devemos reconhecer e aceitar a contribuição de culturas diferentes na adoração a Deus. As formas e instrumentos musicais variam grandemente na família mundial adventista do sétimo dia, e a música proveniente de uma cultura pode soar e parecer estranha a outra cultura.
Os instrumentistas da igreja devem sempre ser estimulados a participar dos cultos de adoração, com instrumental ao vivo. Ellen White recomenda que o canto "seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra.” – Testimonies, vol. 9, pág. 143.
Deve haver muito cuidado ao serem usados instrumentos associados com a música popular e folclórica ou que necessitem de exagerada amplificação. Quando mal utilizados, concorrem para o enfraquecimento da mensagem da música.
O instrumental deve ocupar seu papel de acompanhamento, dando prioridade à mensagem. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas.” – Evangelismo, pág. 506.
Deve ser priorizada por orquestras, bandas e outros grupos instrumentais a apresentação de músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.
A igreja deve, dentro do possível, procurar adquirir algum instrumento musical próprio para fortalecer o louvor e a formação musical.
O documento oficial da IASD mundial, não propõe o uso ou o desuso de qualquer instrumento específico. Propõe, no entanto, a coerência, o equilíbrio, o bom senso e orienta que a música não deve ser motivo de discussões ou atitudes radicais, mas que deve-se o buscar pelo padrão divino guiados pelo amor e oração e não pela imposição.
No dia 5 de setembro de 2005, o Pastor Jan Paulsen, presidente mundial da igreja adventista, concedeu uma entrevista ao programa Let´s Talk, do Hope Channel, canal da Igreja Adventista na Austrália. Quando perguntado sobre o tipo adequado de música usado na igreja ele respondeu:
“É uma questão cultural. E penso que não existe uma resposta simples para isto. Existem algumas músicas que não pertencem a uma vida de adoração Nós estamos acostumados a uma música clássica, no entanto, temos que reconhecer que existe um número enorme de nossos membros, particularmente os jovens, que estão comprometidos de maneira significativa e expressam sua adoração e testemunho através de uma música mais moderna.”
Quando questionado sobre sua opinião quanto ao uso de bateria na igreja ele respondeu:
“Concordo, onde o instrumento for aceitável”
Conclusão
Os instrumentos são neutros. Não proclamarão benção ou maldição se não tiverem instrumentos humanos, bem ou mal intencionados a manuseá-los.
Classificar a bateria como inaceitável por causa do seu uso inadequado por indivíduos descomprometidos com Deus, seitas ou religiões de origem africana, ou buscar interpretar textos bíblicos fora do contexto, não são a base segura para o não uso deste ou de qualquer outro instrumento.
Nosso louvor hoje, é uma escola preliminar, deficiente e de longe pode comparar-se com o louvor que Deus merece.Mas é uma escola. Nossos esforços mais abnegados não nos aproximarão da música executada pelos anjos na presença de Deus. Nosso formato de adorar, poderia nos excluir permanentemente, da lista de adoradores. Mas quando há essência, Deus se agrada, não é o que fazemos, mas porque fazemos, que atrai a atenção de Deus para nossa música.
A devoção a Deus, o comprometimento com a Sua igreja e a intenção de adorar, engrandecer e honrar o Senhor do universo, deve ser o parâmetro para, não somente a escolha do instrumento, mas a escolha do estilo de vida que será a música que agrada ao Deus que nos criou.
Espero em breve, libertos desta vida de pecado, nos juntarmos ao coro e a orquestra de anjos para adorar sem reservas, e com toda sorte de instrumentos ao Rei que brevemente nos resgatará deste mundo de maldade.
“A música é de origem celestial. Há grande poder na música. Foi a música dos anjos que fez vibrar o coração dos pastores nas planícies de Belém e envolveu o mundo todo. É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia. É com música e cânticos de vitória que os redimidos finalmente tomarão posse da recompensa imortal.” – Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 335.
Dicionário Larrouse 22
http://www.bibliaonline.net/scripts/dicionario.cgi
Manual da Igreja 76; revisado em 2005 CPB
http://www.musicaeadoracao.com.br/documentos/filosofia_dsa.htm
http://news.adventist.org/2005/09/worl-church-youth-wome-eee-i-church-life-miistry-paulse-says.html
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Preciso desaprender...
Aprender coisas nem sempre é edificante. O aprendisado, via de regra, é apresentado como algo essencial para o ser humano. No entanto, o que esquecem os ensinam a aprende é, que às vezes é preciso desaprender o que se aprendeu e não deveria ter se aprendido.Preciso desaprender a dissimular. Aprendi cedo, muito cedo. Para impressionar, para desviar atenção dos meus erros ou para não ser diferente. Aprendi e é difícil desaprender.
Desaprender a ceder às pressões. Isto eu aprendi para ser incluido e as consequências sempre foram negativas. Tenho urgência em desaprender.
Desaprender a agir por impulso. É triste olhar para alguns poucos instantes atrás e perceber que já fiz o que não deveria ter feito. A ação parece se antecipar ao pensamento. Preciso desaprender.
Preciso desaprender tantas coisas. A irritação sem causa com as pessoas amadas, os hábitos errados que parece terem se enraizado na vida, a pressa por coisas que nem sei quais são, a indiferença que é o verdadeiro oposto do ódio, a displiscência por coisas essenciais...
Preciso desaprender.
Não me faltaram mestres para me ensinar a aprender, procuro O Mestre que reverta o processo das aprendizagens desnecessárias, inúteis, maléficas.
Preciso desaprender.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Sou Criacionista
Sou criacionista porque os fatos não me possibilitam crer diferente.
Sou criacionista porque quando olho para o milagre da vida, sou convencido da existência do Criador.
Sou criacionista porque pensar diferente disso exige de mim muito mais fé do que preciso para crer em Deus e em Seu poder criador.
Sou criacionista porque a ciência experimental me diz que nem todos os bilhões de anos atribuídos ao Universo seriam suficientes para fazer a vida surgir espontaneamente.
Sou criacionista porque, pensando assim, encontro respostas para outros conflitos da vida.
Sou criacionista porque Newton, Pascal, Dalton, Copérnico, Galileu, Kepler, Pasteur e outros fundadores da ciência moderna eram criacionistas.
Sou criacionista porque a ciência moderna, com todos os seus avanços, nunca conseguiu produzir, nos mais equipados laboratórios, qualquer forma de vida, por mais simples que seja, nos moldes defendidos pelo evolucionismo.
Sou criacionista porque creditar ao acaso milhares de formas de vida tão complexas seria absurdo para o mais cético pesquisador.
Sou criacionista porque é lógico.
César
(Obrigado ao Michelson pelas retoques no texto.)
Sou criacionista porque quando olho para o milagre da vida, sou convencido da existência do Criador.
Sou criacionista porque pensar diferente disso exige de mim muito mais fé do que preciso para crer em Deus e em Seu poder criador.
Sou criacionista porque a ciência experimental me diz que nem todos os bilhões de anos atribuídos ao Universo seriam suficientes para fazer a vida surgir espontaneamente.
Sou criacionista porque, pensando assim, encontro respostas para outros conflitos da vida.
Sou criacionista porque Newton, Pascal, Dalton, Copérnico, Galileu, Kepler, Pasteur e outros fundadores da ciência moderna eram criacionistas.
Sou criacionista porque a ciência moderna, com todos os seus avanços, nunca conseguiu produzir, nos mais equipados laboratórios, qualquer forma de vida, por mais simples que seja, nos moldes defendidos pelo evolucionismo.
Sou criacionista porque creditar ao acaso milhares de formas de vida tão complexas seria absurdo para o mais cético pesquisador.
Sou criacionista porque é lógico.
César
(Obrigado ao Michelson pelas retoques no texto.)
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Deus é como os Power Rangers

Pai, quem criou Adão foi Deus ou Jesus - Perguntou meu filho curioso.
Foi Deus, Jesus e o Espírito Santo - Respondi.
Quem é o Espírito Santo ? (Pedro não havia sido apresentado ao Espírito Santo ainda)
É Deus. Eles três são Deus. Se juntaram para criar Adão e Eva e se juntam para nos ajudar.
A esta altura eu já estava cético sobre a compreensão do meu filho de 6 anos sobre a Trindade. Ainda mais quando o vi fransindo a testa tentando organizar os pensamentos.
Foi quando ele saiu com essa:
Ah, já sei Deus é como os Power Rangers!
Como???? Por quê????? Power Rangers???? - não entendi nada.
É, os Power Rangers se juntam e formam o Megazord para lutar contra o mal! Assim como Deus faz - Concluiu Pedro na sua teologia compartiva.
Deus é com os Power Rangers. É por aí...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Em defesa da paixão
Sempre ouvi comentários discriminatórios a respeito da paixão. Enquanto o amor é colocado no lugar mais alto do pódio, a paixão é considerada danosa, perigosa, coisas assim. O amor é equilibrado, é sereno, é constante... A paixão é impulsiva, é louca, é marginal...Mas o que seria de nós sem a paixão?
É ela que nos acende o fogo para quase tudo na vida. Trabalho sem paixão é puro tedio, esporte sem paixão é mera atividade física (quem vai assistir os jogadores do flamengo e Vasco fazendo atividade física?) Amor sem paixão, não existe. Amor que se presa de verdade tem que ter paixão.
Dizem que quando a paixão acaba o amor permanece. Mas se a paixão é um ingrediente inseparável do amor, o que continua? Lembranças de um passado bom.
Isso é desculpa de quem deixou de amar e quer culpar a paixão por isso.
Se amor nos leva a fazer sacrificios pelo outro, a paixão nos leva a fazer loucuras. E o que é o sacrifício se não a loucura de quem ama?
Amor e paixão andam juntos como Avião e asa, Piu-Piu e Frajola, futebol e bola... Assim como eu você.
O amor sente, a paixão age. O amor pensa, a paixão fala.
E os desequilíbrios da paixão? São defeitos de um amor desequilibrado. Se o amor sai dos trilhos, a paixão se revela parcial, egoísta, interesseira.
Sou daqueles que acredita que a vida só vale a pena se tiver paixão. A gente ama e se paixona, se apaixona e ama. Isso faz sentido pra mim.
Não posso dizer que estou apaixonado, isso seria uma contradição diante de tudo que eu disse. Estar é um verbo temporal.
Sou apaixonado., às vezes mais às vezes menos. Mas sempre apaixonado.
Para Pedro e Patrícia.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Argumentos
Outro dia li uma manchete em uma revista muito conhecida no Brasil: Darwin matou Deus. Entendi que o objetivo da manchete era demonstrar que os argumentos do naturalista inglês convencem mais que o relato bíblico a respeito da origem da vida.
O que nós temos na verdade é uma guerra de argumentos. De um lado os evolucionistas que trabalham para de fato, exterminar Deus da mente humana e de outro os criacionistas, que às vezes nem sabem defender direito a sua crença na veracidade do relato de Gênesis. É possível que esta batalha de argumentos cause alguma confusão na mente de algumas pessoas. Por isso eu convido você a ouvir o que a natureza argumenta a respeito da sua origem.
Ouça as flores, tão belas, tão únicas, com uma harmonia tão inspiradora que emociona até aos céticos: Se aproxime delas e as ouvirá sussurrando que sua maciez, suas cores, seus perfumes não são coincidência, foram carinhosamente provocados por alguém brilhante.
Ouça a grama, um tapete de um verde tão vivo, tão verde que é possível ouvir não apenas palavras, mas gritos, berros de algo que foi posto para tornar a vida mais alegre e significativa.
Ouça o argumento da chuva. Cai, molha a terra, refrigera, faz crescer plantas, mata a sede. Sua utilidade não é obra do acaso ela foi providenciada para servir, para agradar, para conscientizar sobre a existência de alguém preocupado com o ser humano.
Você poderia passar horas conversando com pássaros, com plantas, com o mar, com o oxigênio, com você. Que quase sem perceber traz dentro de si argumentos que são irrefutáveis. O coração que bate misteriosamente, o sangue que corre incansavelmente, os olhos, máquinas perfeitas, que nos privilegiam com sentido da visão. A possibilidade de reproduzir-se, de ver a vida surgir quase do nada, quase do invisível e aqui estamos nós Ex- espermatozóides e óvulos, quem diria . Vivos, falando ouvindo sentindo vivendo.
Darwin morreu, restaram apenas palavras em um papel, do trabalho do pesquisador confuso.
Mas o trabalho de Deus continua, não no papel, mas no macro e no micro. No Oceano revolto que para na praia evitando catástrofes e no minúsculo João de barro que sem noções de engenharia ou arquitetura constrói sua casa segura e bela. Deus continua vivo segurando no nada o planeta imenso e guiando tartarugas para a praia a fim do colocar seus ovinhos.
Deus está vivo por que a vida só surge de vida, isso é um princípio científico,e existe vida na a emoção que toma conta de nós quando vemos o bebê nascer, a música ser cantada, a vida ser celebrada através do amor do homem e da mulher. Deus está vivo e está aqui. Não há evidência mais convincente. e contra fatos não há argumentos. Por isso, fui convencido, por isso não tenho dúvidas. Deus está vivo.
O que nós temos na verdade é uma guerra de argumentos. De um lado os evolucionistas que trabalham para de fato, exterminar Deus da mente humana e de outro os criacionistas, que às vezes nem sabem defender direito a sua crença na veracidade do relato de Gênesis. É possível que esta batalha de argumentos cause alguma confusão na mente de algumas pessoas. Por isso eu convido você a ouvir o que a natureza argumenta a respeito da sua origem.
Ouça as flores, tão belas, tão únicas, com uma harmonia tão inspiradora que emociona até aos céticos: Se aproxime delas e as ouvirá sussurrando que sua maciez, suas cores, seus perfumes não são coincidência, foram carinhosamente provocados por alguém brilhante.
Ouça a grama, um tapete de um verde tão vivo, tão verde que é possível ouvir não apenas palavras, mas gritos, berros de algo que foi posto para tornar a vida mais alegre e significativa.
Ouça o argumento da chuva. Cai, molha a terra, refrigera, faz crescer plantas, mata a sede. Sua utilidade não é obra do acaso ela foi providenciada para servir, para agradar, para conscientizar sobre a existência de alguém preocupado com o ser humano.
Você poderia passar horas conversando com pássaros, com plantas, com o mar, com o oxigênio, com você. Que quase sem perceber traz dentro de si argumentos que são irrefutáveis. O coração que bate misteriosamente, o sangue que corre incansavelmente, os olhos, máquinas perfeitas, que nos privilegiam com sentido da visão. A possibilidade de reproduzir-se, de ver a vida surgir quase do nada, quase do invisível e aqui estamos nós Ex- espermatozóides e óvulos, quem diria . Vivos, falando ouvindo sentindo vivendo.
Darwin morreu, restaram apenas palavras em um papel, do trabalho do pesquisador confuso.
Mas o trabalho de Deus continua, não no papel, mas no macro e no micro. No Oceano revolto que para na praia evitando catástrofes e no minúsculo João de barro que sem noções de engenharia ou arquitetura constrói sua casa segura e bela. Deus continua vivo segurando no nada o planeta imenso e guiando tartarugas para a praia a fim do colocar seus ovinhos.
Deus está vivo por que a vida só surge de vida, isso é um princípio científico,e existe vida na a emoção que toma conta de nós quando vemos o bebê nascer, a música ser cantada, a vida ser celebrada através do amor do homem e da mulher. Deus está vivo e está aqui. Não há evidência mais convincente. e contra fatos não há argumentos. Por isso, fui convencido, por isso não tenho dúvidas. Deus está vivo.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
o Pum

Estávamos sentados na sala, eu, minha mulher e meu filho, quando de repente um cheiro horrível invadiu o ambiente e nos incomodou a todos, provocando a irressitível pergunta: Quem fez isso?
Minha mulher, disse que não foi ela, sua feminilidade não lhe permitia produzir algo tão desagradável.
Eu, até que me provassem o contrário, tinha certeza que não havia comprometido o ambiente com um odor tão aterrorizante.
Olhamos para Pedro, que reagiu com indignação gritando: Nem olhem para mim, não fui eu!
Descofiados, perguntamos ao garoto: Então quem foi?
E ele, com a cara mais cínica do mundo, respondeu com uma blasfêmia de nível leve: Foi o anjo, deve ter sido o anjo (rs rs).
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Mudança de hábitos.

Sempre achei difícil adquirir novos hábitos. Mas nada se compara com a dificuldade de abandonar os velhos maus hábitos. São como sanguessugas, grudadas à personalidade, nos acompanham por muito tempo, sem nos permitir liberdade de escolha.
Mas coisas boas tem acontecido na minha vida. Li um texto na bíblia que me fez entender muito sobre mudança de hábitos. Crônicas 7:14 diz que devemos nos converter dos maus caminhos. Ao ler as primeiras vezes esse texto não consegui aceitá-lo prontamente.
- Não consigo me converter dos maus meus caminhos, pensava eu, alguém tem que fazer isso por mim. Eles são mais fortes que eu.
Foi aí que concluí que Deus me pede para me converter dos maus caminhos e não dos piores caminhos. É que existem maus caminhos (mutáveis com organização de horários, prioridades etc.) e piores caminhos (aqueles que você e eu sabemos que são um calo no tênis novo). Todo mundo sabe disso na prática.
Os meus piores caminhos, impublicáveis aqui, necessitam de milagres, tempo e perseverança, mas os maus caminhos até que podem sofrer alguma mudança mais rápida.
Fiz uma relação dos maus caminhos que poderiam ser mudados: Hora de dormir, alimentação, economia, exercícios físicos... e a lista se estendeu por linhas e linhas no caderno paciente.
Orei a Deus e comecei, entre os maus, pelos mais fáceis. Está dando certo!
Há algum tempo tenho percebido diferença no meu estilo de vida e tenho expereimentado o prazer da mudança de hábito convertendo-me dos meus maus caminhos. Estou mais feliz assim.
Um dia eu chego nos piores.
sábado, 30 de maio de 2009
NO NORDESTE!
Recebi pela internet. Muito bom.
NO NORDESTE!
Para conseguir a aceitação do público nordestino, os cinemas locais decidiram mudar os nomes dos filmes. Veja abaixo os novos títulos:
De: Uma Linda Mulher Para: Uma Quenga Aprumada
De: O Poderoso Chefão Para: O Coroné Arretado
De: O Exorcista Para: Arreda, Capeta!
De: Os Sete Samurais Para: Os Jagunço di Zóio Rasgado
De: Godzila. Para: Calangão
De: Perfume de Mulher
Para: Cherim de Cabocla
De: Tora, Tora, Tora! Para: Ôxente, Ôxente, Ôxente!
De: Mamãe Faz Cem Anos Para: Mainha Nun Morre Mais
De: Guerra nas Estrelas Para: Arranca-Rabo no Céu
De: Um Peixe Chamado Wanda Para: Um Lambari Cum Nome di Muié
De: A Noviça Rebelde Para: A Beata Increnquêra
De: O Corcunda de Notre Dame Para: O Monstrim da Igreja Grandi
De: O Fim dos Dias Para: Nóis Tâmo é Lascado
De: Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita. Para: Um Cabra Pai D'égua di Quem Ninguém Discunfia
De: Os Filhos do Silêncio Para: Os Mininu du Mudim
De: A Pantera Cor-de-Rosa Para: A Onça Viada
Abraços
NO NORDESTE!
Para conseguir a aceitação do público nordestino, os cinemas locais decidiram mudar os nomes dos filmes. Veja abaixo os novos títulos:
De: Uma Linda Mulher Para: Uma Quenga Aprumada
De: O Poderoso Chefão Para: O Coroné Arretado
De: O Exorcista Para: Arreda, Capeta!
De: Os Sete Samurais Para: Os Jagunço di Zóio Rasgado
De: Godzila. Para: Calangão
De: Perfume de Mulher
Para: Cherim de Cabocla
De: Tora, Tora, Tora! Para: Ôxente, Ôxente, Ôxente!
De: Mamãe Faz Cem Anos Para: Mainha Nun Morre Mais
De: Guerra nas Estrelas Para: Arranca-Rabo no Céu
De: Um Peixe Chamado Wanda Para: Um Lambari Cum Nome di Muié
De: A Noviça Rebelde Para: A Beata Increnquêra
De: O Corcunda de Notre Dame Para: O Monstrim da Igreja Grandi
De: O Fim dos Dias Para: Nóis Tâmo é Lascado
De: Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita. Para: Um Cabra Pai D'égua di Quem Ninguém Discunfia
De: Os Filhos do Silêncio Para: Os Mininu du Mudim
De: A Pantera Cor-de-Rosa Para: A Onça Viada
Abraços
sexta-feira, 29 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Francisco de Argemiro
Não há nada nesta vida
Que deixe mais infeliz
O sertanejo que planta,
Semente, broto e raiz.
Do que a falta de chuva
Que molha o seco chão
E traz vida e alegria
Pro homem lá do sertão.
Quando não chove na terra
Pra plantação florescer
Falta riso e alegria
O peito bota pra doer.
A família só lamenta
Pela falta do aguaceiro
Que traz vida traz sustento
Pra todo sertão inteiro.
A estória que eu lhe conto
Nos traz uma grande lição.
De aprendizado, de luta
De choro e de gratidão
Pois o homem que é temente
A Jesus nosso Senhor
Aprende com as desgraças
E a Ele dá louvor.
Seu Francisco de Argemiro
Conhecido como Dão
Tinha uma roça de milho
Plantava também feijão
Possuía umas cabrinhas
Dois bezerros e um animal
e morava numa casinha
pitada de branco cal.
Uma homem temente a Deus
Que todo dia Orava
Pelo filho e filha
Pela mulher suplicava
Que proteção a família
O Bom Deus lhe concedesse
E que por misericórdia
Ninguém lá adoecesse
Naquele ano Francisco
Estava todo contente
Pois a roça prometia
Era tudo diferente
Se chovesse aquele ano
Com certeza compraria
Pro seu filho um presente
O menino desejava
A bicicleta sonhada
Tinha visto na cidade
Toda bela adornada
Na vitrine de uma loja
Tinha pedido ao pai
Papai me dê esse ano
Compre pra mim, compre vai.
O pai sensibilizado
Lhe prometeu o presente
Viu um sorriso no rosto
Do seu filho tão contente
Olhou pro céu e pediu
Pra que Deus Abençoasse
A roça naquele ano
Que a chuva do céu chegasse
Mas o que Dão não sabia
É que na data marcada
Nem chuva e nem garoa
Nem nuvem no céu nem nada
Estava ameaçada
Toda sua plantação
Se a chuva não viesse
Tudo ia ser perdição
E o pobre do garoto
Que todo dia perguntava
Papai e a bicicleta?
Dão quase não agüentava
Ore a Deus meu filhinho
Que sabe o melhor que nós
Era o que Dão Respondia
Chega lhe cortava a voz.
Nada de chuva, nem vento
Que a chuva anunciasse
E a noticia que chegava
É que o povo se preparasse
Que vinha seca das brabas
Como nunca tinha vindo
Que já tinha agricultor
Dando o milho como findo.
Um dia não agüentou
Francisco correu pro mato
E perguntou para Deus
O que é que tinha de fato
Aborrecido o Senhor
Pra Ele não responder
As preces daquele povo
Que estava a padecer.
Foi quando Dão teve a idéia
De com Deus negociar.
Pra ver se o Senhor mudava
A forma de lhe tratar
Pensou então na promessa
que pro filho tinha feito
Lhe comprar a bicicleta
E a Deus orou do peito:
Se o senhor mandar a chuva
E eu colher o meu milho
Vou cumprir minha promessa
Que eu fiz para o meu filho.
Eu lhe entrego meu jumento
O que eu uso pra arar
Ele é seu, de documento
Não volto mais pra buscar.
Esperou algumas horas
E nada nada mudou
Deu em Dão um desespero
E ele a oferta aumentou
Aquelas 8 cabrinhas
vão também na embalagem
fique com elas mas mande
a chuva pra estiagem
O silêncio era o mesmo
Dão então ficou irado
As galinhas a carroça,
as ferramentas e arado
mas Senhor eu lhe suplico
Me manda a chuva chover
Pra eu não ver o meu filho
De tristeza adoecer.
Não estava funcionando
E dão se desesperou
O que o Senhor que eu faça
Dão gritando perguntou
Não me resta quase nada
Que eu possa oferecer
A vida eu lhe entrego
A minha alma meu ser
Foi nesse mesmo instante
Que o céu escureceu
E um trovão estourou
Parecendo o próprio Deus
Anunciava pra Dão
Que a chuva foi mandada
Pra atender o pedido
Do homem que suplicava
E não era o jumento
As galinhas ou o arado
Não tão pouco em sua roça
Deus estava interessado
Deus somente precisava
Que Francisco entendesse
Que era nele, só nele
Que Deus tinha interesse
Assim Deus mandou a chuva
E Francisco entendeu
Deus não gosta de esmola
Que oferece um filho Seu
Deus quer alma, Deus que mente
O corpo, e respiração
Deus que tudo dos seus filhos
A fé e o coração
E você que crê em Deus
Repita o que Dão já fez
Entregue a Deus tudinho
Sem rodeio ou mesquinhez
A vida, e o seu tudo
Que Deus há de enviar
Chuva de Bênção. do céu
Pro seu povo abençoar.
Que deixe mais infeliz
O sertanejo que planta,
Semente, broto e raiz.
Do que a falta de chuva
Que molha o seco chão
E traz vida e alegria
Pro homem lá do sertão.
Quando não chove na terra
Pra plantação florescer
Falta riso e alegria
O peito bota pra doer.
A família só lamenta
Pela falta do aguaceiro
Que traz vida traz sustento
Pra todo sertão inteiro.
A estória que eu lhe conto
Nos traz uma grande lição.
De aprendizado, de luta
De choro e de gratidão
Pois o homem que é temente
A Jesus nosso Senhor
Aprende com as desgraças
E a Ele dá louvor.
Seu Francisco de Argemiro
Conhecido como Dão
Tinha uma roça de milho
Plantava também feijão
Possuía umas cabrinhas
Dois bezerros e um animal
e morava numa casinha
pitada de branco cal.
Uma homem temente a Deus
Que todo dia Orava
Pelo filho e filha
Pela mulher suplicava
Que proteção a família
O Bom Deus lhe concedesse
E que por misericórdia
Ninguém lá adoecesse
Naquele ano Francisco
Estava todo contente
Pois a roça prometia
Era tudo diferente
Se chovesse aquele ano
Com certeza compraria
Pro seu filho um presente
O menino desejava
A bicicleta sonhada
Tinha visto na cidade
Toda bela adornada
Na vitrine de uma loja
Tinha pedido ao pai
Papai me dê esse ano
Compre pra mim, compre vai.
O pai sensibilizado
Lhe prometeu o presente
Viu um sorriso no rosto
Do seu filho tão contente
Olhou pro céu e pediu
Pra que Deus Abençoasse
A roça naquele ano
Que a chuva do céu chegasse
Mas o que Dão não sabia
É que na data marcada
Nem chuva e nem garoa
Nem nuvem no céu nem nada
Estava ameaçada
Toda sua plantação
Se a chuva não viesse
Tudo ia ser perdição
E o pobre do garoto
Que todo dia perguntava
Papai e a bicicleta?
Dão quase não agüentava
Ore a Deus meu filhinho
Que sabe o melhor que nós
Era o que Dão Respondia
Chega lhe cortava a voz.
Nada de chuva, nem vento
Que a chuva anunciasse
E a noticia que chegava
É que o povo se preparasse
Que vinha seca das brabas
Como nunca tinha vindo
Que já tinha agricultor
Dando o milho como findo.
Um dia não agüentou
Francisco correu pro mato
E perguntou para Deus
O que é que tinha de fato
Aborrecido o Senhor
Pra Ele não responder
As preces daquele povo
Que estava a padecer.
Foi quando Dão teve a idéia
De com Deus negociar.
Pra ver se o Senhor mudava
A forma de lhe tratar
Pensou então na promessa
que pro filho tinha feito
Lhe comprar a bicicleta
E a Deus orou do peito:
Se o senhor mandar a chuva
E eu colher o meu milho
Vou cumprir minha promessa
Que eu fiz para o meu filho.
Eu lhe entrego meu jumento
O que eu uso pra arar
Ele é seu, de documento
Não volto mais pra buscar.
Esperou algumas horas
E nada nada mudou
Deu em Dão um desespero
E ele a oferta aumentou
Aquelas 8 cabrinhas
vão também na embalagem
fique com elas mas mande
a chuva pra estiagem
O silêncio era o mesmo
Dão então ficou irado
As galinhas a carroça,
as ferramentas e arado
mas Senhor eu lhe suplico
Me manda a chuva chover
Pra eu não ver o meu filho
De tristeza adoecer.
Não estava funcionando
E dão se desesperou
O que o Senhor que eu faça
Dão gritando perguntou
Não me resta quase nada
Que eu possa oferecer
A vida eu lhe entrego
A minha alma meu ser
Foi nesse mesmo instante
Que o céu escureceu
E um trovão estourou
Parecendo o próprio Deus
Anunciava pra Dão
Que a chuva foi mandada
Pra atender o pedido
Do homem que suplicava
E não era o jumento
As galinhas ou o arado
Não tão pouco em sua roça
Deus estava interessado
Deus somente precisava
Que Francisco entendesse
Que era nele, só nele
Que Deus tinha interesse
Assim Deus mandou a chuva
E Francisco entendeu
Deus não gosta de esmola
Que oferece um filho Seu
Deus quer alma, Deus que mente
O corpo, e respiração
Deus que tudo dos seus filhos
A fé e o coração
E você que crê em Deus
Repita o que Dão já fez
Entregue a Deus tudinho
Sem rodeio ou mesquinhez
A vida, e o seu tudo
Que Deus há de enviar
Chuva de Bênção. do céu
Pro seu povo abençoar.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Pra não ferir ninguém, eu vim te procurar...
Alguém me machucou e eu não pude nem chorar...
Escuta meu Senhor, escuta a minha história.
Por mil caminhos e a sorrir, eu procurei compreender,
nenhum irmão eu quis ferir eu só pensei em ajudar.
Mas houve quem não entendeu e destruiu o que eu ergui,
e arrancou o que eu plantei, desafiando minha paz.
De tanto ouvir falar de Ti, eu quis fazer como aprendi.
Eu quis amar sem distinção, de todos eu me fiz irmão.
Mas houve quem não entendeu e disse coisas que eu não fiz.
Eu tenho medo de esquecer de me esquecer que sou feliz.
Eu venho aqui pedir perdão, se por acaso eu mereci,
sofrer tamanha ingratidão, quando eu busquei sempre ajudar.
Mas quem não entendeu fui eu, que se esqueceu quem foi Jesus,
que fez um bem maior que o meu e mesmo assim morreu na cruz
Alguém me machucou e eu não pude nem chorar...
Escuta meu Senhor, escuta a minha história.
Por mil caminhos e a sorrir, eu procurei compreender,
nenhum irmão eu quis ferir eu só pensei em ajudar.
Mas houve quem não entendeu e destruiu o que eu ergui,
e arrancou o que eu plantei, desafiando minha paz.
De tanto ouvir falar de Ti, eu quis fazer como aprendi.
Eu quis amar sem distinção, de todos eu me fiz irmão.
Mas houve quem não entendeu e disse coisas que eu não fiz.
Eu tenho medo de esquecer de me esquecer que sou feliz.
Eu venho aqui pedir perdão, se por acaso eu mereci,
sofrer tamanha ingratidão, quando eu busquei sempre ajudar.
Mas quem não entendeu fui eu, que se esqueceu quem foi Jesus,
que fez um bem maior que o meu e mesmo assim morreu na cruz
terça-feira, 28 de abril de 2009
Você é... (Inspirado no poema homônimo de Max Nunes)
Recheio do meu pastel
Memória do meu PC
O anular dedo do anel
Do meu bolo o glacê
A fronha do travesseiro
Onde eu deito pra dormir
Uma foto de corpo inteiro
Piada que me faz rir
Meu perfume preferido
Bem-me-quer e bem-te-quer
Grudezinho do meu umbido
Você tanta coisa é.
Parabéns Patrícia,
Amo Você.
Recheio do meu pastel
Memória do meu PC
O anular dedo do anel
Do meu bolo o glacê
A fronha do travesseiro
Onde eu deito pra dormir
Uma foto de corpo inteiro
Piada que me faz rir
Meu perfume preferido
Bem-me-quer e bem-te-quer
Grudezinho do meu umbido
Você tanta coisa é.
Parabéns Patrícia,
Amo Você.
terça-feira, 21 de abril de 2009
O negócio

NEGÓCIO s.m. (Do lat. negotium.) 1. Empreendimento comercial, industrial, financeiro. – 2. Transação. 3. Assunto, fato. – 4. Ajuste, questão.
Todo mundo sabe o que é negócio. Mas sabem o que é negócio negócio. A mercearia do Seu Antônio é um negócio, o que fazem na feira do troca-troca são negócios, tomar emprestado uma espingarda é um negócio, perigoso, mas é um negócio. . Mas se o assunto é “negócio qualquer coisa” aí agente tem um mistério a resolver.
Porque as pessoas tomaram emprestada a tal palavra e a empregaram em tudo que é negócio, digo situação.
“Aquele negócio que Maria falou” (negócio história”)
“Aquele negócio que ele pegou lá em casa” (negócio objeto”)
“A tampa traseira da mangueira do negócio” (negócio detalhe)
O negócio se tornou uma espécie de vale tudo linguístico. Você não sabe, não lembra, não faz idéia, usa o negócio.
Problema sério mesmo é quando se associa o negócio a um outro recurso de substituição: a coisa, aí lascou. Quando se quer entrar em detalhes mínimos, a junção das palavras é acionada. É necessária então uma compreensão do asunto tão apurada, tão geral que nem todos os mestrados e doutorados do planeta conseguem preparar o indivíduo para entender tal negócio, digo situação.
“A coisa do negócio tava, assim, coisada.” (A fronha do travesseiro estava assim, rasgada.)
“Ele coisou o negócio com o dente.” ( Ele partiu o cordão com o dente)
“Pega o negócio, aquela coisa, aquele negócio, a coisa em cima da mesa!! (Infelizmente não consegui interpretar esta sentença)
A verdade é que as pessoas utilizam maneiras de se comunicar incríveis. E dentro de um contexto sociolingüístico, surgem termos inacreditáveis, mas que fazem sentido para aquele grupo de falantes. É engraçado, criativo, divertido. São os verdadeiros inventores da língua. Aptos a desembaraçar qualquer negócio, digo situação.
Todo mundo sabe o que é negócio. Mas sabem o que é negócio negócio. A mercearia do Seu Antônio é um negócio, o que fazem na feira do troca-troca são negócios, tomar emprestado uma espingarda é um negócio, perigoso, mas é um negócio. . Mas se o assunto é “negócio qualquer coisa” aí agente tem um mistério a resolver.
Porque as pessoas tomaram emprestada a tal palavra e a empregaram em tudo que é negócio, digo situação.
“Aquele negócio que Maria falou” (negócio história”)
“Aquele negócio que ele pegou lá em casa” (negócio objeto”)
“A tampa traseira da mangueira do negócio” (negócio detalhe)
O negócio se tornou uma espécie de vale tudo linguístico. Você não sabe, não lembra, não faz idéia, usa o negócio.
Problema sério mesmo é quando se associa o negócio a um outro recurso de substituição: a coisa, aí lascou. Quando se quer entrar em detalhes mínimos, a junção das palavras é acionada. É necessária então uma compreensão do asunto tão apurada, tão geral que nem todos os mestrados e doutorados do planeta conseguem preparar o indivíduo para entender tal negócio, digo situação.
“A coisa do negócio tava, assim, coisada.” (A fronha do travesseiro estava assim, rasgada.)
“Ele coisou o negócio com o dente.” ( Ele partiu o cordão com o dente)
“Pega o negócio, aquela coisa, aquele negócio, a coisa em cima da mesa!! (Infelizmente não consegui interpretar esta sentença)
A verdade é que as pessoas utilizam maneiras de se comunicar incríveis. E dentro de um contexto sociolingüístico, surgem termos inacreditáveis, mas que fazem sentido para aquele grupo de falantes. É engraçado, criativo, divertido. São os verdadeiros inventores da língua. Aptos a desembaraçar qualquer negócio, digo situação.
César
“A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros. Vinha da boca do povo, na língua errada do povo. Língua certa do povo. Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil. Ao passo que nós o que fazemos é macaquear a sintaxe lusíada...”
Manuel Bandeira
“A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros. Vinha da boca do povo, na língua errada do povo. Língua certa do povo. Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil. Ao passo que nós o que fazemos é macaquear a sintaxe lusíada...”
Manuel Bandeira
Leão do Norte

Estava ouvindo a pouco uma música de lenine intitulada "Leão do norte" pra quem é pernambucano é uma canção e tanto.
Vai a letra aí.
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba Ao som da orquestra armorial
Sou CapibaribeNum livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E vou dando um cheiro em meu bem
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...
Vai a letra aí.
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba Ao som da orquestra armorial
Sou CapibaribeNum livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E vou dando um cheiro em meu bem
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...
domingo, 19 de abril de 2009
O nada.
Tudo começou com uma idéia: vou produzir a vida. E assim começou o processo criativo mais fantástico do universo.
Primeiro as células, os tecidos, depois o mais difícil: nervos, ossos, pele.
As coisas pareciam milagre, mas não eram, era ele agindo.
Articulações perfeitas, detalhes impressionantes, ele pensou em tudo.
Enquanto isso, em um lugar mais distante dali, a comida dos futuros seres era preparada. Não era qualquer alimento, era um alimento rico em vitaminas e proteínas, adaptado às necessidades que as criaturas teriam. E o sabor, até nisso ele pensou, os alimentos tinham sabor, cor, prazer.
Muito mais distante dali, fora do planeta, o sol era posto na distância certa, a terra inclinada a 23 graus, os planetas organizados pontualmente.
Algo sobrenatural parecia organizar o harmonioso processo de desenvolvimento, mas era apenas a sua atividade inteligente.
De volta aos seres em evolução, os órgãos se tornavam uma realidade. Pulmões, fígados, estômagos.
A cada dia a vida ia se tornando mais complexa. Mais complexa mais e mais complexa. Era ele agindo. Só Ele.
Ele pensou em tudo!
Finalmente, a vida, a existência nasceu. Ele criou.
Viva!Glórias! Louvado seja: O NADA!
Você acredita nisso?
Eu também não.
Sou criacionista.
Primeiro as células, os tecidos, depois o mais difícil: nervos, ossos, pele.
As coisas pareciam milagre, mas não eram, era ele agindo.
Articulações perfeitas, detalhes impressionantes, ele pensou em tudo.
Enquanto isso, em um lugar mais distante dali, a comida dos futuros seres era preparada. Não era qualquer alimento, era um alimento rico em vitaminas e proteínas, adaptado às necessidades que as criaturas teriam. E o sabor, até nisso ele pensou, os alimentos tinham sabor, cor, prazer.
Muito mais distante dali, fora do planeta, o sol era posto na distância certa, a terra inclinada a 23 graus, os planetas organizados pontualmente.
Algo sobrenatural parecia organizar o harmonioso processo de desenvolvimento, mas era apenas a sua atividade inteligente.
De volta aos seres em evolução, os órgãos se tornavam uma realidade. Pulmões, fígados, estômagos.
A cada dia a vida ia se tornando mais complexa. Mais complexa mais e mais complexa. Era ele agindo. Só Ele.
Ele pensou em tudo!
Finalmente, a vida, a existência nasceu. Ele criou.
Viva!Glórias! Louvado seja: O NADA!
Você acredita nisso?
Eu também não.
Sou criacionista.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Matuto apaixonado (Para minha matutinha Patricia)

Quando eu conheci tu, eu nunca que iamginei
Que eu ia gostar tanto do jeito que eu gostei.
Que eu ia me entregar do menor fio de cabelo
Inté a unha do pé. E me dividir contigo, para tu fazer comigo qualquer coisa que quizé.
Fui lá, vim cá, conversei, rodei quiném um peru.
Fiz piada até cantei pra vê se bulia con tu.
E finalmente no dia que tu me disse que sim
Eita nega, eu quase morro de tanta filicidade que tinha dentro de mim.
Quanto mais o tempo passa, mais os entimento aumenta
Parece inté uma fogueira que o coração esquenta
E quem ouve eu prosear, desse jeita atrapalhado
Descobre logo que eu sô
Um matuto sim sinhô, mas que ama e é amado.
domingo, 5 de abril de 2009
Best Brother
Há algum tempo atrás comecei a chamar os amigos de big brother. É claro que não me referia ao reality show da Rede Globo, nem muito menos ao Big Brother de George Orwell, autor da expressão no romance 1984. Referia-me ao sentido óbvio da tradução, que é algo como "irmãozão". Tenho vários Big Brothers, eles foram surgindo ao longo da vida, em um aperto, em uma viagem, na infância. Mas meu Best Brother, não surgiu em um momento. Estava em todos os momentos. Nos apertos, nas viagens, na infância. Daniel, meu irmão, (Diel) é meu Best Brother. Nunca deixou de se preocupar, nunca parou de se meter nas minha broncas e tentar resolvê-las. É um cara generoso, de um coração gigante. Um bom humor inveterado, descontrolado às vezes, mas que chora fácil de tristeza, anda de coração na mão. Meu Best Brother. Você é único. Tenho o grande privilégo de ser seu irmão, seu amigo.
Hoje é o casamento de Diel.
Por isso desejo pra ele uma best esposa, uma best festa e uma best vida ao lado dAquele que é nada mais nada menos que o The Best: Jesus.
Amo você meu irmão.
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