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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A fé do meu filho



Quinta feira à noite, saimos do shopping e no caminho para casa decidimos parar para comprar algo. Foi quando percebemos que minha carteira havia sumido. Parei o carro, vasculhamos tudo e tragicamente descobrimos que meus documentos e cartões haviam sumido. Meu humor mudou rapidamente. Decidimos voltar ao shopping para não sei o que. Encontrar na praça de alimentação, estacionamento, alguma loja, decidimos voltar. Eu estava resmungando quando meu filho disse: Pai pedi a Deus para que alguém bom encontre sua carteira e a devolva e, se Deus atender meu pedido, vou dar um dízimo (ele quis dizer oferta) a Ele. Tudo bem Pedro, respondi incrédulo e mal humorado. Chegamos no shopping e começamos pelo estacionamento de alguns milhares de metros quadrados, mas percebi que o segurança nos olhava curioso. Me aproximei e disse: Perdi minha carteira, ele me interrompeu e disse: e eu achei!
Fomos até a administração e pegamos felizes o objeto intacto. Esqueci do episódio até chegar o sábado pela manhã, quando o diácono se aproximou de nós com a bandeija de ofertas. Meu filho rapidamente sacou sua carteira do Ben 10, e entregou R$ 1,00 ao diácono. Lembrei do episódio da última quinta feira meio envergonhado pela minha displicência mas, muito feliz pela fé do meu filho.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Acreditar não é fácil.


Acreditar não é fácil. Não é fácil para o arqueólogo, para o historiador, para o biólogo, para o teólogo ou para o ateu. Não me refiro a acreditar naquilo que pode ser visto, o que às vezes também provoca dúvidas, mas especialmente a crença no invisível, na suposição, na teoria, na interpretação de fatos não muito claros.

Admito que já duvidei. Duvidei de coisas que sempre cri. Mas no auge doloroso da minha dúvida, lembrei de outros que, como eu, também passaram pelo processo incômodo de questionar o que parece fato aos olhos da maioria.

Madre Tereza de Caucutá, alguém que dispensa apresentação, pediu para que as centenas de cartas enviadas aos seus conselheiros espirituais fossem destruidas, mas não foi atendida e as cartas viraram livro. Suas declarações revelam o sofrimento pela incapacidade de acreditar totalmente: “Dizem que Deus vive em mim; contudo a realidade da escuridão, frieza e vazio é tão grande que nada toca a minha alma. Sinto apenas aquela terrível dor da perda, de Deus não me aceitar, de Deus não ser Deus, de Deus não existir realmente.”

Alguns podem estar surpresos pelo ceticismo temporário de Tereza. Mas outros, tão ou mais santos que a caridosa serva de Deus, passaram por momentos de dúvida.

Davi, o homem segundo o coração de Deus, desconfiou da companhia do senhor que prometeu estar ao lado dos Seus filhos (Sl 10:1); Tomé, um dos 12 mais próximos seguidores de Jesus, duvidou do Mestre ressurreto (Jo 20:25); João Batista, o maior entre os nascidos de mulher, duvidou do fato de Jesus ser o Messias enviado (Mt 11,2). E a lista segue numerando diversos outros que tiveram suas sinceras dúvidas registradas na bíblia.

Não acho que apenas os cristãos duvidam. Seguidores de outras religiões devem também ter seus momentos de incredulidade. O que parece é que quando se questiona a doutrina, o dogma, o princípio ou simplesmente uma convenção, passa-se a imagem de fraqueza ou revolta. Assim é melhor guardar a dúvida em um canto escondido do pensamento, longe dos olhos e dos ouvidos dos críticos porque parece que apenas os sinceros-ingênuos admitem a dúvida. Ter muitas certezas denota força, equilíbrio, superioridade. Mas quando vejo pessoas assim sempre lembro da Cantiga por um ateu, do Padre Zezeinho: Às vezes, quem duvida e faz perguntas, É muito mais honesto do que eu. ...

Também acredito, que mesmo os céticos passam pelo dilema da dúvida. Charles Darwin quase entrou em parafuso ao concluir, a partir da sua turva observação, que nós, seres incrivelmente complexos, somos, segundo ele, descendentes de um ancestral do macaco.

Não creio que nunca passou pela brilhante mente de Stephen Hawking, dúvidas a respeito da incoerente teoria do Big Bang.

Também duvido que Richard Dawkins, o ateu-biólogo implicante, não tenha sofrido de dúvida ao sugerir que as baleias eram ursos que, ao nadarem em busca de comida, foram ficando por lá até se tornarem os gigantes mamíferos dos mares.

Em que acreditar e por que acreditar?

O cardápio de crenças é incrivelmente diverso. Há os que creêm em reencarnação, há os que creêm em alienígenas, os que acreditam que o peixe espada virou elefante, os que afirmam que Elvis não morreu e os que acham que em 2012 o mundo vai acabar. A lista de convicções é extensa, os irmãos católicos por exmplo, acreditam que cerca de 5.120 santos estão à sua disposição para cuidar de dores abdominais, vendedores de armas, ferreiros e os que são acometidos de problemas intestinais.

Diante de tantas ofertas de crendices, crenças e credos. Nos resta concluir que acreditar é uma escolha. Às vezes uma escolha imposta pela tradição, pela comunidade acadêmica, pelos pais ou pela igreja, mas é uma escolha.

Por isso, a despeito dos momentos de dúvidas, eu escolhi acreditar naquilo que me pareceu coerente e significativo. Naquilo que trouxe satisfação para minha mente. Procurei utilizar o bom senso, a sobriedade, a racionalidade e às vezes o sentimento para dizer: Eu creio!

Sim sou um cético! Desconfio, duvido, questiono, digo às vezes que não sei. Mas procuro não deixar que minhas dúvidas comprometam a minha fé. Assim, quando a dúvida incomoda, ameaça, grito para o autor da fé como um anônimo personagem bíblico: Eu creio, ajuda-me em minha incredulidade (Mr 9.24). Então busco conviver com as incertezas inevitáveis da vida e com as as verdades que o Senhor me convenceu a acreditar.


Quando tudo não é o bastante


As agências de publicidade têm muitas vezes surpreendido pela criatividade utilizada para vender os produtos de seus clientes. Alguns anúncios são tão bem elaborados, cheios de humor ou emoção que, ás vezes, chamam mais atenção do que certos programas de televisão.

Há uma propaganda que tem um texto muito interessante de onde podemos tirar uma preciosa lição para as nossas vidas. É um anúncio de uma revista semanal. Os textos vão aparecendo de trás pra frente muito devagar, depois vão virando pra posição correta até poderem ser lidos claramente. Eles dizem o seguinte: “ tudo na vida tem um lado bom e um ruim, quem só vê o lado ruim vive pela metade, pela pior metade.”

A verdade contida neste pequeno texto é sem dúvida muito grande. Se não fosse pela presença da expressão “tudo na vida” a frase seria perfeita. Pois é claro que há coisas na vida que só tem um lado bom ou ruim. Mas sem dúvida a maioria das situações enfrentadas pelas pessoas tem dois lados, um positivo e um negativo.

Na nossa vida religiosa não é diferente. Enfrentamos situações difíceis aonde é possível perceber aspectos que contribuirão para nosso relacionamento com Deus e temos alegrias que, chegamos a conclusão, podem atrapalhar nossa vida cristã.

É muito importante exercitarmos essas avaliações sobre as coisas que nos acontecem para que não ponhamos em risco, com as situações desta vida, a nossa salvação.

ISBR

Deus nos têm dado bênçãos sem medida. Basta respirar bem fundo, olhar o colorido ao seu redor ou mexer cada um de seus dedos para você perceber a bondade e o carinho de Deus demonstrados a cada segundo da sua vida. Infelizmente nós, às vezes, nos acostumamos com todos esses milagres de Deus e nos esquecemos de quão providente é o nosso bom Senhor. Nos assemelhamos aos discípulos que pouco depois de terem visto a maravilhosa multiplicação dos pães estavam preocupados com o que comer mesmo estando na presença daquele que havia alimentado a grande multidão através do seu poder. Temos memória curta quando o assunto é bênção divina.

Por isso ao falar sobre o tema do reconhecimento pelo que Deus faz por nós, utilizaremos a sigla ISBR (índice de satisfação pelas bênçãos recebidas).

Querer, sonhar, consumir, realizar são verbos extremamente atuais. Nunca se aguçou tanto o sentido do olhar, nunca se atiçou tanto o desejo pelo poder, nunca se promoveu tanto a oportunidade de ter.

A criança aprende a falar a frase “compre papai”, muito antes de estar na escola. O adolescente precisa vestir , usar, e ter tudo o que a tv e as revistas anunciam. Os adultos se endividam para realizar o sonho do carro novo que precisa ser renovado a cada novo lançamento da concessionária e a família vive apenas para satisfazer o insaciável desejo de consumir.

Infelizmente algumas famílias cristãs são contaminadas também com o terrível vírus do “querer ter a qualquer custo” e esta contaminação traz como infeliz conseqüência a diminuição na taxa de ISBR. Por mais que estas pessoas sejam abençoadas com a paz, a saúde, a vida elas nunca estão satisfeitas. É preciso sempre mais e por mais que se consiga ainda não é o suficiente. Os milagres de ver, sentir, cheirar, viver... deixaram de ser interessantes a muito tempo. Agora é preciso ter, consumir, gastar... mais, mais e mais.

Um compositor norte americano, Garth Brooks, escreveu em uma de suas canções algo muito precioso: “A felicidade não é conseguir o que se quer, mas amar o que se tem”. Esta declaração nos ajuda a abrir os olhos para o nosso ISBR. Se Deus pudesse intervir durante as reclamações da adolescente que chora por um par de tênis da moda, talvez ele abriria o armário e mostraria os outros sete pares de belos tênis, quase novos, que Ele providenciou e perguntaria o que havia de errado com eles. Se pudesse estar na garagem do homem que faz empréstimos altíssimos para comprar aquele carrão, talvez se sentaria ao volante do atual carro, ligaria a ignição e provaria que estava tudo bem com o útil automóvel.

Não há nada de errado com querer realizar sonhos, é maravilhoso ter aquilo que se deseja, o que não podemos é andar insatisfeitos com as bênçãos que recebemos. Tratamos aquilo que recebemos de Deus como mercadorias com prazo de validade, depois de algum tempo, ainda estando bem conservada, precisamos de uma nova bênção.

As bênçãos de Deus estão na proporção da satisfação com as coisas que recebemos Dele. Mais satisfeitos, mais abençoados, e quando estamos insatisfeitos não deixamos de ser abençoados apenas não enxergamos tudo o Deus tem feito por nós.

Por isso é essencial que desenvolvamos o hábito de perceber naquilo que possuímos grandes dádivas do Deus que cuida das aves e muito mais de nós, nos pequenos detalhes o carinho do criador, nos banhos refrescantes para os dias de calor a sábia intervenção do Pai celestial, no travesseiro que trás descanso depois de um dia do precioso trabalho a providência do Deus amigo e carinhoso, na companhia da família a presença de Jesus, é necessário que valorizemos tudo o que ganhamos, reconheçamos de onde vêm os pequenos objetos e as grandes realizações e aumentemos ao máximo o nosso ISBR e não esqueça, procure também ver os aspectos positivos das provações que você enfrenta quase tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim, quem só vê o lado ruim vive pela metade, pela pior metade.

sábado, 3 de julho de 2010

Meu Senhor.

Uma das definições para o pronome Senhor é: o que tem domínio sobre vassalos ou criados. Senhor era como os escravos chamavam seus possuidores. Trouxemos daí o termo, que acabou se aplicando, inadequadamente, à forma dos filhos se dirigirem aos seus pais.
Em inglês a expressão senhor "Sir", é comumente usada no ambiente militar. Não há intimidade neste pronome, ele é utilizado para enfatizar a diferença na hierarquia, e é exigido pelos superiores para manter um regime que há tempos precisa de reformas.
Senhores eram os coronéis, os donos de engenho, os padres e os delegados.
Chamar de tu ou você um destes inacessíveis cidadãos era uma transgressão social, vista com desprezo e punida com repreenções.
Alguns ainda acreditam que há necessidade de referir-se ao chefe como senhor, não creio que haja sentido nisto. Excetuando as formalidades exigidas por regras de tratamento, chamar alguém de senhor é em nossos dias, praticamente desnecessário.
No entanto, mesmo sendo bem resolvidos, tendo a auto-estima elevada, tendo conseguido pelo esforço pessoal viver sem chefes, há alguém a quem devemos o título de Senhor. De quem somos subalternos, subservientes, criados, escravos, empregados, soldados por opção, Jesus.
Meu Senhor é eficiente, pontual, organizado, cuidadoso, atencioso, eficaz, não se deixa pressionar, planeja com antecedência e trata seus vassalos com carinho, afeto, respeito, amizade e amor.
A Ele chamo de Senhor, baseado seguramente na origem do termo.
Jesus, meu Senhor.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O que nos torna produtivos? O que nos faz criar ? O que motiva a nossa criatividade ?

A inspiração. E o que nos inspira? Acho que são as alegrias, os amigos, a tranqulidade, as solicitações.

É até possível produzir sem estar inspirado. Mas a produção sem inspiração é mecânica, é monótona, não encontra público.

Arrancar o sorriso, ou o suspiro, ou a surpresa, ou o apaluso deve ser o gol de quem escreve ou produz. Sem inspiração, no goal.

Lembrei de uma canção que um dia foi minha preferida. Ela falava de expectativas.

“Eu queria ter na vida simplesmente um lugar de mato verde pra plantar e pra colher, ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela só pra ver o sol nascer.”

Hoje é isso.

sábado, 15 de maio de 2010

Justiça


"Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas...” Malaquias 4:2


Tenho acompanhado pelos meios de comunicação situações de extrema injustiça. Uma desembargadora que utiliza o cargo que exerce para pressionar alguns policiais a liberar o carro do filho com documentação irregular. Um advogado bem pago que chama de inocente o autor de um crime hediondo. A absoluta indiferença dos políticos envolvidos no processo da construção de uma hidrelétrica nas proximidades das terras de índios, revoltados pela construção da obra.
A necessidade de justiça é uma sede que nem sempre é saciada pelos magistrados. A parcialidade das decisões deixa indignada uma sociedade que precisa engolir sua indignação por não haverem ouvidos atentos aos seus clamores. Os processos judiciais que se amontoam nos fóruns, a corrupção de indivíduos responsáveis pela elaboração e aplicação da justiça, a ignorância premeditada de pessoas que chamam de favores as obrigações do estado, tudo isso revela a face opressora da Injustiça.
A justiça que esperamos talvez nunca se aplique a nossas causas. Não é pessimismo, mas um realismo duro e cruel. Sofremos e não há muito a fazer, a não ser, fazer de conta que a criação de agências reguladoras e órgãos de defesa de consumidores tornam mais justa nossa sociedade.
No entanto, em contraste às sombras de uma justiça de olhos bem abertos, está a promessa do Sol da justiça.
A figura de linguagem utilizada pelo inspirado autor bíblico, revela a abrangência, a magnitude e a satisfatória justiça que o Senhor promete aos seus filhos.
Experiência em julgar? Vejamos: Dar a César o que é de César, autorização para atirar pedras em pecadores, apenas para os isentos de pecados, fazer murchar a planta que inutilmente não produz o que deveria produzir, e no cúmulo da aplicação da justiça pagar com vida a dívida que exigia unicamente vida.
Meu Senhor entende de justiça e para os esquecidos, injustiçados, cansados de pedir, ignorados, sentenciados inocentemente, ele promete o sol. Não apenas o calor para derreter a frieza da sociedade injusta, mas o tamanho, o brilho, o esplendor, a beleza, a imponência e todos os outros atributos do astro que representa grandeza.
Não são lampejos, nem raios, nem muito menos o brilho da justiça, mas justiça em toda sua glória. A justiça total, que arranca sorrisos, brados de alegria e satisfação plena: O sol da justiça; Jesus.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Tempo

Você já pensou no tempo? Ele passa sem avisar e quando a gente menos espera, ele já deixou marcas e lembranças.

Você já perdeu tempo? Esperou que algo acontecesse e quando o tal algo aconteceu, viu que foi apenas tempo perdido.

Você já ganhou tempo? Apressou as coisas, botou as coisas em dia, estudou na hora certa, trabalhou na medida certa, agiu no momento certo?

Tanta gente já falou do tempo. Mario Quitana disse que com o tempo você aprende a gostar de você, a cuidar de você, mas principalmente a gostar de quem gosta de você.

Salomão, o Sábio inspirado, também falou sobre o tempo.
Você já deve ter ouvido:

Há um tempo para tudo: há tempo para nascer, para morrer; para plantar e para arrancar o que se plantou; tempo de chorar, de rir, de prantear, de dançar; de espalhar, de ajuntar; tempo de buscar, de perder; tempo de calar, e tempo de falar; tempo de guerra, e tempo de paz..

Mas sempre, sempre é tempo de amar. (diz a letra de uma canção)

Há um tempo para tudo. Mas Geraldo Vandré cantava sobre o tempo e dizia: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer.”

O desafio é equilibrar as noções do rei e de Vandré.

O Tempo é relativo, Divirta-se e ele voa, sofra e ele parece não passar.
O tempo é democrático, traz rugas para a feia e para a bela.
O tempo é remédio, Cura dores e outros males, mas mantém cicatrizes para gente lembrar e suspirar: quanto tempo já passou...

Tempo: incontrolável, inflexível, disciplinado, sonho de alguns, lamento de outros, se arrasta para o menino, desaparece para o adulto, dispara para o idoso.

Para usá-lo?
Sabedoria e atitude.



P.S. “Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida."
Millôr Fernandes

Clarinha

Aproximava-se o dia do primeiro natal. As pessoas não estavam muito preocupadas com a chagada daquele bebê tão especial, a maioria delas nem sabia que ele nasceria naqueles dias. Mas enquanto o povo não estava nem aí para o nascimento do menino Jesus o céu estava agitadíssimo. Todos tinham algo para fazer. Os anjos estavam reunidos preparando as músicas que apresentariam naquele evento incomparável, enquanto uns afinavam os instrumentos, outros ensaiavam o coro que cantaria para celebrar a chegada do neném mais importante da história. As estrelas estavam todas ocupadas procurando o lugar mais adequado para brilhar quando o rei chegasse. Todos estavam envolvidos com os preparativos para a festa, todos menos alguém, Clarinha. Clarinha era uma pequena estrela que de tão pequena sentia-se inferior as outras. Ela via as grandes estrelas com seu brilho magnífico, com tanta beleza e esplendor e então pensava
– Puxa, eu nunca conseguirei ser como essas grandes estrelas, eu sou tão pequena, nunca brilharei como elas.
As estrelas maiores tentavam convencer Clarinha de que ela era muito importante, de que o seu tamanho não tinha nada a ver com seu valor, mas não adiantava, Clarinha terminou não se envolvendo com os arranjos para o primeiro natal.
Todos haviam saído para fazer algo. Clarinha, como sempre, havia ficado sozinha. De repente algo lhe chamou atenção. Lá de cima, ela olhou e viu um grupo de homens andando de lá para cá, iam para frente, vinham para trás, davam voltas, paravam, pareciam muito confusos. Clarinha ficou curiosa com aquela situação. Ela observou durante muito tempo e decidiu se aproximar mais para tentar descobrir algo sobre aqueles homens atrapalhados. Ao chegar mais perto, Clarinha teve uma surpresa incrível. Aqueles homens que lá de cima pareciam tontos eram na verdade três reis, que vieram lá do Oriente para a festa da chegada de Jesus. Eles estavam perdidos no deserto, pois não conheciam bem o lugar, falavam até em desistir e voltar para o Oriente por não descobrirem o lugar onde nasceria o menino Rei. Clarinha ficou muito preocupada, pois ninguém poderia faltar àquela festa maravilhosa. Tentou chamar alguém para orientar os nobres, mas não havia ninguém lá, todos estavam muito ocupados com os preparativos da festa, pensou no que poderia fazer e teve uma idéia. A princípio teve um pouco de medo, mas alguém precisava ajudar os três ilustres visitantes que vieram para a celebração do natal de Jesus. Ela decidiu ir lá em cima, o mais alto que chegasse e brilhar o máximo que pudesse para tentar chamar a atenção dos três viajantes. E assim ela fez. Voou, voou e quando estava muito além das nuvens começou a se esforçar para brilhar. Clarinha não estava muito acostumada com aquela situação, mas reuniu toda a sua força, como nunca havia feito antes e de repente um brilho especial começou a surgir do corpo de Clarinha e quando ela viu que seu esforço estava dando resultado ela se esforçou mais e mais e quando percebeu, Clarinha começou a iluminar todo céu, a ponto dos anjos e as outras estrelas pararem o que estavam fazendo para olhar aquele brilho imenso. Quando os Reis do Oriente viram aquela claridade enorme no céu, logo descobriram que se tratava do sinal do nascimento do menino Jesus, e seguiram Clarinha até ao local onde estava aquele bebê tão especial. Naquele instante as outras estrelas se aproximaram de Clarinha para parabenizá-la por aquele feito memorável.
Desde aquele dia Clarinha se tornou uma grande estrela no céu, a pesar do seu pequeno tamanho passou a ter nome e sobrenome. Agora ela era chamada por todas as outras estrelas de D´alva, Clara D´alva.

O Espírito de Natal além do dia 24

Há alguns anos atrás eu ouvi uma música do Padre Zezinho que trazia uma frase muito significativa: “Tudo seria bem melhor se o natal não fosse um dia, se as mães fossem Maria e se os pais fossem José e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré.

Estender o natal para além do dia 24 de dezembro é sonho de qualquer comerciante, qualquer publicitário, qualquer papai Noel, mas creiam, esse deve ser o sonho de Deus também. Porque o natal, para maioria de nós, é como um balão de gás que começa ser inflado no início de novembro e estoura na meia noite do dia 24. e com a explosão vão embora a solidariedade, o altruísmo, as reuniões de família, a caridade, o perdão e no dia 25 pela manhã já estamos torcendo que chegue o dia 31 para mais algumas horas de emoção, esquecidos do Espírito de Natal.

Eu gostaria de ouvir neste natal algo mais do que simplesmente “Que Jesus possa nascer todos os dias em nossos corações”. Eu gostaria que amanhã pela manhã eu continuasse a ser tocado pelo tão falado Espírito do natal.

Eu ouvi uma propaganda na semana passada de um Shopping em São Paulo, o comercial dizia que lá naquela correria, naquela barulheira, no âmago do consumismo estava o Espírito de Natal. Na hora eu me perguntei o que é o espírito de natal ? E na mesma hora fui corrigido, talvez por Ele, que a pergunta deveria ser Quem é o Espírito de Natal, e não o que é.

É exatamente disso que nós precisamos. Do Espírito de Natal. Que não é uma ansiedade para comprar roupas novas, nem muito menos a saudade de comer o peru na ceia do dia 24, mas é um espírito que mantém todo sentimento bom que se acumula no período de fim de ano para além do dia 24 de dezembro.

Ele, o Espírito de natal, o verdadeiro, é o responsável por nos encher de otimismo, esperança, bons pensamentos, tudo isso que a TV tenta nos convencer que comprando

Panetones e perus da Sadia nós vamos conseguir. Mas a gente sabe que a festa do dia 24 acaba neste dia, e às vezes, em vez de paz e fraternidade, sobram as indigestões do excesso de comida do natal.

Este Espírito de Natal, foi chamado de muitas maneiras na Bíblia. Espírito do Senhor, Espírito da Verdade, Espírito Eterno, Espírito da Graça. E Hoje nós costumamos chamá-lo de Espírito Santo. É, sem saber deram outro nome ao Consolador: Espírito de Natal. Por que ninguém além Dele pode comunicar tantas bênçãos que são esperadas no período do ano.

Em Atos 17:22 e 23 há um relato interessante:

Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos;

23 porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio.

Assim como Paulo, que ao observar em Atenas um altar vazio com a inscrição AO DEUS DESCONHECIDO, percebeu que se tratava do Deus dos Céus, quando ouvimos falar do Espírito de Natal, que comunica todo o bem que a humanidade necessita, concluímos que se trata do Espírito Santo.

Então espalhe a notícia, o Espírito de natal é o Espírito Santo e Ele continua em janeiro e lá ele se chama de Espírito de Paz, em fevereiro, especialmente no Brasil, ele trabalha bastante na mente dos filhos enlouquecidos de Deus, em abril, ele convida pessoas a olharem para a Cruz de Jesus, em julho ele não tira férias, em novembro ele trabalha com o vivos e não com os finados e em dezembro, a milhares de anos, ele tenta estender o natal para além da meia noite do dia 24.

Portanto, se nesta noite não aceitarmos a atuação do Santo Espírito em nós, teremos experimentado mais um balão de gás. Colorido, brilhante, de vários formatos, mas apenas um balão de gás.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O que eu sou sem ela?

O que eu sou sem ela? Bastam-me alguns dias sozinho e finalmente eu encontro as respostas a esta pergunta. Uma viagem de trabalho, uma visita à família ou a ilusão de um encontro divertido só com os amigos e tenho as respostas. Todas.
Sou isso mesmo: Sozinho. Ser sozinho é frio, é vazio, é úmido, é dolorido.
Às vezes pensamentos de independência visitam a inteligência, que simula situações... Mas a realiadade desdiz o que a mente propõe.
Sem ela sou vulnerável, sou menino, inseguro.

Sem ela falta brilho, a cor, a força, a parceria, a cumplidade.
Uma sexta à noite sem ela não tem mágica que as sextas à noite costumam ter. O que eu sou sem ela?
Sou saudade, sou lembrança sou passado. Mas saudade boa, lembrança boa , passado bom.
Se eu conseguiria viver sem ela? Provavelmente ,sim. Mas a idéia da possibilidade me deprime. Quem seria assim? Cama, mesa e banho. Cabelo, barba e bigode. Cabeça, tronco e membros.
Está escuro hoje. Quarta feira a luz acende.

Palavras chave:
Nêga, neguinho, pricupi, saltimbancos, amor.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

continuo sem nada pra dizer.

domingo, 27 de setembro de 2009

Bateria na igreja.


Sempre houve algo que me incomodou na maneira como minha igreja louvava. Tinha a impressão que faltava algo, mas nunca soube explicar exatamente o que acontecia. Acho que descobri.Cresci numa igreja pequena, minha mãe dirigia corais infantis, aprendi a gostar de música desde cedo. Quando juvenil admirava os quartetos, especialmente os Arautos do Rei. Depois vieram os grupos, Prisma, Integração, Som e Louvor, era música de qualidade, me impressionavam e influenciavam e estes grupos se tornaram referência na minha adolescência. Formávamos grupos semelhantes, uma espécie de “todos os grupos cover”. Copiávamos os arranjos, a maneira de cantar e se apresentar. Era a nossa maneira de Louvar.Enquanto isso o louvor congregacional da igreja deixava muito a desejar. Os hinos cantados repetidamente, a falta de instrumentos musicais para acompanhar, o ritmo insistentemente lento e a visível colocação do louvor em segundo plano na liturgia da igreja. Confesso que me mantinha dentro da igreja na hora do “serviço de cânticos”, por causa da vigilância acirrada dos meus pais. Depois disso tive muitas discussões sobre o formato do louvor. Eu imaginava que com músicas mais animadas, nós resolveríamos o nosso problema. Eu estava errado.Percebi que o despreparo torna o louvor superficial e sem efeitos espirituais. Percebi que se não nos preparamos espiritualmente para o louvor, pecamos por agir sem fé. Percebi que temos tornado o nosso louvor em música, quando deveríamos transformar nossa música em louvor. Nos especializamos em quartetos, conjuntos e trios e esquecemos que Deus também precisa ser louvado, e talvez preferencialmente, na assembléia dos justos e na congregação. Sl 111:1
A minha experiência com o louvor, a partir de algumas mudanças de postura, tem melhorado significativamente minha experiência com Deus durante adoração. Tenho visto, não apenas em mim, mas nos membros da minha igreja, demonstrações claras de que o louvor é um meio excepcional para encontrar-se com Deus.
A minha igreja, ao montar uma banda para o ministério de louvor, adotou entre os instrumentos uma bateria eletrônica. Há mais de um ano ela tem sido usada de maneira discreta, como deve ser usado qualquer outro instrumento. Mas percebo que alguns poucos irmãos ainda se incomodam com sua presença. Digo sua presença, porque se ela é apenas ouvida em playbacks, é aceitável, mas “pessoalmente”, continua causando comentários negativos.
Meu objetivo não é ser “advogado” da bateria, mas resolvi estudar sobre o assunto e escrever algo sobre o resultado da pesquisa. Não acho que a bateria precisa ser defendida, mas é injusto acusá-la sem o direito de defesa.

Contradição litúrgica

Nosso comportamento litúrgico se baseia em muito na maneira de adoração dos Hebreus. São comuns em nossos cultos o uso dos salmos como base para o estímulo do louvor. Imperativos do tipo: Rendei Graças (Sl 107:1), Cantai(Sl 149), Louvai(Sl 147), Adorai (Sl 99:9), Bendizei (Sl 100:4) estão frequentemente nos lábios dos dirigentes de louvor nos nossos serviços religiosos.
No entanto, os Brados (Sl 66:1) as Danças (Sl 149:3) os aplausos (Sl 47:1) e os adufes, (espécie de pandeiro quadrado revestido de pele de carneiro), (Sl 150:4) não podem ser estimulados, sob o argumento de que tais procedimentos não fazem parte da nossa cultura e portanto causariam desconforto a maioria dos adoradores. Há uma espécie de contradição litúrgica em nosso meio.
É comum ouvir que foi por uma razão cultural, que a profetiza Mirian dançou ao som de tamborins após a passagem do mar vermelho (Ex. 15:20-21). Também foi pela mesma razão, que Davi dançou freneticamente na presença do Senhor ao retornar a arca para Jerusalém. (II Sam 6:14) Concluímos portanto que, a cultura local está intimamente ligada a adoração ao Senhor. Instrumentos, músicas, e manifestações de adoração eram fruto de um coração grato e comprometido com Deus, mas os meios para fazer isto, eram obtidos a partir da cultura local a que os adoradores estavam expostos.
Numa perspectiva mais radical, deveríamos escolher, ou adoramos a Deus segundo o formato da cultura dos Hebreus e assim adotamos as danças, as palmas, os gritos de júbilo, os instrumentos de percussão, ou adoramos ao Senhor segundo o formato da nossa própria cultura, que sendo brasileira, tem raízes européias, indígenas e africanas..
O que não podemos é escolher a parte que nos é conveniente, provavelmente fruto apenas da influência européia, e descartar sem argumentos convincentes, aquilo que não se adapta no nosso conceito de adoração.Há, no entanto, uma terceira possibilidade, usar de maneira espiritual, racional e equilibrada (I Cor. 14:15) ingredientes da nossa cultura e da cultura hebraica com o objetivo único de engrandecer ao nosso Rei, sem tentar formatar um modelo único de adoração, baseado em conceitos pessoais.
A grande polêmica sobre o uso da bateria na igreja, tem se mantido pela falta de uma conversa franca, aberta e madura sobre o tema, especialmente nas igrejas locais, onde se poderiam apresentar as razões para se manter ou se retirar de vez o instrumento em questão. Enquanto cultivarmos os “achismos” fundamentados em nossa própria experiência religiosa, correremos o risco de ameaçar aquilo que menos se discute como essencial: a adoração genuína a Deus.

Texto Bíblico

Não encontramos no texto sagrado nenhuma reprovação ao uso de instrumentos de percussão na adoração a Deus. Pelo contrário, é possível encontrar inúmeros episódios onde tais instrumentos foram usados para louvar a Deus e são citados num contexto de louvor. (Ex. 15:20, I Sam 10:5-6, II Sam 6:5, Sl 68:25, Sl. 81:2, Jerem. 31:4)
Mas há aqueles que interpretam alguns textos bíblicos, onde não são mencionados a presença da percussão no louvor de templo, assim se crê que estes instrumentos devem ser evitados pela ausência de uma citação específica. Na igreja, não. Fora da igreja, sim. De acordo com esta argumentação o ambiente do templo é mais sagrado que a reunião de dois ou três reunidos em o nome de Jesus (Mateus 18:20).
Uma das interpretações é que, quando Ezequias restabelece o culto a Deus, na lista dos instrumentos que seriam usados no louvor do templo, não estavam os tambores. Segundo este argumento, o tambor foi omitido por não agradar a Deus, embora não haja esta menção. Portanto, apenas os instrumentos permitidos por Deus entraram na lista de Ezequias. No texto de II Cron. 29:25, são citados os seguintes instrumentos: “címbalos, alaúdes e harpas”. Bem, ainda que os tambores não fossem mencionados neste momento, o címbalo, um conhecido instrumento de percussão no mundo árabe, foi incluído na lista dos instrumentos oficiais do templo, naquele momento. O címbalo segundo o dicionário bíblico virtual Bibliaonline.com, era um antigo instrumento constituído por dois meios globos de metal que se percutiam um contra o outro; como pratos. Percebe-se aí a clara menção a um instrumento de percussão, Portanto parte da bateria continuava útil para a adoração a Deus na relação de Ezequias.
No entanto, não é a lista de II Crônicas que define que instrumentos devem ser utilizados no louvor a Deus. Se fosse assim nós não poderíamos usar o piano, pois ele não é citado neste rol. Deveríamos também excluir os instrumentos eletrônicos, pois apenas instrumentos acústicos foram citados e finalmente teríamos que usar de fato e literalmente, apenas a harpa, os címbalos e os alaúdes, afinal eram estes os instrumentos adotados pelos músicos naquele momento. O fato de não mencionar algo específico não significa a exclusão definitiva. Como exemplo, podemos citar a não repetição do mandamento “Não terás outros deuses diante de mim” no Novo Testamento. Embora, vários textos deixem claro a manutenção desta Lei, não encontramos este mandamento citado especificamente. Isso não significa absolutamente que este mandamento deve deixar de ser seguido pelo fato de não o encontrarmos no Novo Testamento.
Finalmente, o que temos que lembrar é que o templo construído por mãos de homens deixou de ser a morada de Deus, assim, não existe mais a divisão dentro e fora da igreja. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. (Atos 17:24.) Nós somos a morada de Deus (I Cor. 3:16) (Efe. 2:22). Somos os templos de Deus, assim não é que fazemos na igreja, mas o que fazemos como igreja que agrada ou desagrada a Deus. O que devemos evitar no templo, devemos evitar fora do templo, da mesma maneira, no que diz respeito a adoração, o que podemos fazer fora do templo, estamos autorizados a realizar no templo.

Espírito de Profecia

Como não poderia ser diferente, não encontraremos especificações sobre o uso deste ou daquele instrumento nos textos de Ellen White. Pelo contrário, ela afirma sobre o uso de instrumentos na adoração “Não devemos nos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra”. (Testimonies, vol. 9, págs. 143 e 144)
No entanto, aqueles que discordam da presença da percussão na igreja, citam um episódio de desequilíbrio religioso ocorrido em uma reunião campal em Indiana EUA, para argumentar contra o uso deste tipo de instrumento. O texto, a que se referem é o seguinte: “Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” ME v. 2 p. 36.
O texto claramente narra uma situação de desequilíbrio religioso, ao descrever gritos com tambores, danças e música. O contexto revela que separado do Espírito Santo, o comportamento religioso torna-se desonroso a Deus. Mais uma vez, o fato de citar os tambores neste texto, não significa a ordem para o desuso em uma situação de equilíbrio espiritual, se não, teríamos que excluir a música da adoração já que ela é citada especificamente no texto de Ellen White, como sendo um sinal de afastamento do Espírito. Fosse desta maneira, a harpa, instrumento símbolo da adoração, deveria ser também evitada por ser citada em situações negativas. Se não vejamos: Labão, o tio de Jacó, um adorador de falsos ídolos, usava harpa para suas festas religiosas. (Gen 31:27) Os incrédulos, observados por Isaías, usavam bebidas alcoólicas em suas banquetes e tocavam harpas em seus festejos pagãos. (Isaías 5: 11-12) O rei Nabucodonosor, usava a harpa para o chamado a adoração da estátua erguida em Babilônia (Daniel 3:5) Apesar disto, o uso da harpa não é desaconselhado, a despeito do seu uso por pagãos.
Ao citar o episódio de Indiana, Ellen White menciona além da bateria, outros instrumentos:
“Eles possuem um Órgão, um contrabaixo, três rabecas, duas flautas, três tamborins, três cornetas e um grande surdo, e talvez, outros instrumentos que eu não tenha mencionado..., e quando atingem uma nota alta, não podeis ouvir uma palavra da congregação em seu canto, nem ouvir nada a não ser guinchos parecidos com os que são emitidos por deficientes mentais.”

Culpar os instrumentos nesta situação, nos forçaria a rever o uso de órgãos, contrabaixos, flautas e cornetas no nosso serviço de louvor. È clara a advertência da autora sobre a maneira como são usados os instrumentos e as vozes dos músicos em questão, com notas altas, sobrepondo-se às vozes dos cantores. Sua menção é quanto ao uso desequilibrado dos instrumentos, a maneira desequilibrada de cantar e não a que instrumentos estavam sendo utilizados.
Os conselhos de Ellen White quanto ao uso da música na adoração referem-se a: habilidade, cuidado, beleza, emoção e poder.
“Ergam-se as vozes em hino de louvor e devoção. Chamai em vosso auxílio, se possível, a música instrumental e deixai ascender a Deus a gloriosa harmonia em oferta aceitável” Test. Seletos Vol 1 p. 457

Opinião da IASD

Em outubro de 2004, a Associação Geral publicou um documento oficial sobre a música na IASD. A Divisão Sul americana, fez acréscimos neste documento para divulgá-lo na América sul. Seguem trechos do referido documento sobre o uso de música instrumental:

Toda música que se ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve glorificar a Deus. "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus." (I Coríntios 10:31.) Este é o princípio bíblico fundamental. Tudo o que não atende a esse elevado padrão, enfraquecerá nossa experiência com Ele.

Toda música que o cristão ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve ser a mais nobre e melhor. "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4:8.) Como seguidores de Jesus Cristo, que aguardam e esperam unir-se ao coro celestial, vemos a vida na Terra como um preparo para a vida no Céu e uma antecipação dela.

Devemos reconhecer e aceitar a contribuição de culturas diferentes na adoração a Deus. As formas e instrumentos musicais variam grandemente na família mundial adventista do sétimo dia, e a música proveniente de uma cultura pode soar e parecer estranha a outra cultura.

Os instrumentistas da igreja devem sempre ser estimulados a participar dos cultos de adoração, com instrumental ao vivo. Ellen White recomenda que o canto "seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra.” – Testimonies, vol. 9, pág. 143.

Deve haver muito cuidado ao serem usados instrumentos associados com a música popular e folclórica ou que necessitem de exagerada amplificação. Quando mal utilizados, concorrem para o enfraquecimento da mensagem da música.

O instrumental deve ocupar seu papel de acompanhamento, dando prioridade à mensagem. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas.” – Evangelismo, pág. 506.

Deve ser priorizada por orquestras, bandas e outros grupos instrumentais a apresentação de músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.

A igreja deve, dentro do possível, procurar adquirir algum instrumento musical próprio para fortalecer o louvor e a formação musical.

O documento oficial da IASD mundial, não propõe o uso ou o desuso de qualquer instrumento específico. Propõe, no entanto, a coerência, o equilíbrio, o bom senso e orienta que a música não deve ser motivo de discussões ou atitudes radicais, mas que deve-se o buscar pelo padrão divino guiados pelo amor e oração e não pela imposição.


No dia 5 de setembro de 2005, o Pastor Jan Paulsen, presidente mundial da igreja adventista, concedeu uma entrevista ao programa Let´s Talk, do Hope Channel, canal da Igreja Adventista na Austrália. Quando perguntado sobre o tipo adequado de música usado na igreja ele respondeu:

“É uma questão cultural. E penso que não existe uma resposta simples para isto. Existem algumas músicas que não pertencem a uma vida de adoração Nós estamos acostumados a uma música clássica, no entanto, temos que reconhecer que existe um número enorme de nossos membros, particularmente os jovens, que estão comprometidos de maneira significativa e expressam sua adoração e testemunho através de uma música mais moderna.”

Quando questionado sobre sua opinião quanto ao uso de bateria na igreja ele respondeu:

“Concordo, onde o instrumento for aceitável”

Conclusão

Os instrumentos são neutros. Não proclamarão benção ou maldição se não tiverem instrumentos humanos, bem ou mal intencionados a manuseá-los.
Classificar a bateria como inaceitável por causa do seu uso inadequado por indivíduos descomprometidos com Deus, seitas ou religiões de origem africana, ou buscar interpretar textos bíblicos fora do contexto, não são a base segura para o não uso deste ou de qualquer outro instrumento.
Nosso louvor hoje, é uma escola preliminar, deficiente e de longe pode comparar-se com o louvor que Deus merece.Mas é uma escola. Nossos esforços mais abnegados não nos aproximarão da música executada pelos anjos na presença de Deus. Nosso formato de adorar, poderia nos excluir permanentemente, da lista de adoradores. Mas quando há essência, Deus se agrada, não é o que fazemos, mas porque fazemos, que atrai a atenção de Deus para nossa música.


A devoção a Deus, o comprometimento com a Sua igreja e a intenção de adorar, engrandecer e honrar o Senhor do universo, deve ser o parâmetro para, não somente a escolha do instrumento, mas a escolha do estilo de vida que será a música que agrada ao Deus que nos criou.
Espero em breve, libertos desta vida de pecado, nos juntarmos ao coro e a orquestra de anjos para adorar sem reservas, e com toda sorte de instrumentos ao Rei que brevemente nos resgatará deste mundo de maldade.

“A música é de origem celestial. Há grande poder na música. Foi a música dos anjos que fez vibrar o coração dos pastores nas planícies de Belém e envolveu o mundo todo. É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia. É com música e cânticos de vitória que os redimidos finalmente tomarão posse da recompensa imortal.” – Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 335.


Dicionário Larrouse 22
http://www.bibliaonline.net/scripts/dicionario.cgi
Manual da Igreja 76; revisado em 2005 CPB
http://www.musicaeadoracao.com.br/documentos/filosofia_dsa.htm
http://news.adventist.org/2005/09/worl-church-youth-wome-eee-i-church-life-miistry-paulse-says.html

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Preciso desaprender...

Aprender coisas nem sempre é edificante. O aprendisado, via de regra, é apresentado como algo essencial para o ser humano. No entanto, o que esquecem os ensinam a aprende é, que às vezes é preciso desaprender o que se aprendeu e não deveria ter se aprendido.

Preciso desaprender a dissimular. Aprendi cedo, muito cedo. Para impressionar, para desviar atenção dos meus erros ou para não ser diferente. Aprendi e é difícil desaprender.

Desaprender a ceder às pressões. Isto eu aprendi para ser incluido e as consequências sempre foram negativas. Tenho urgência em desaprender.

Desaprender a agir por impulso. É triste olhar para alguns poucos instantes atrás e perceber que já fiz o que não deveria ter feito. A ação parece se antecipar ao pensamento. Preciso desaprender.

Preciso desaprender tantas coisas. A irritação sem causa com as pessoas amadas, os hábitos errados que parece terem se enraizado na vida, a pressa por coisas que nem sei quais são, a indiferença que é o verdadeiro oposto do ódio, a displiscência por coisas essenciais...

Preciso desaprender.

Não me faltaram mestres para me ensinar a aprender, procuro O Mestre que reverta o processo das aprendizagens desnecessárias, inúteis, maléficas.


Preciso desaprender.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sou Criacionista

Sou criacionista porque os fatos não me possibilitam crer diferente.

Sou criacionista porque quando olho para o milagre da vida, sou convencido da existência do Criador.

Sou criacionista porque pensar diferente disso exige de mim muito mais fé do que preciso para crer em Deus e em Seu poder criador.

Sou criacionista porque a ciência experimental me diz que nem todos os bilhões de anos atribuídos ao Universo seriam suficientes para fazer a vida surgir espontaneamente.

Sou criacionista porque, pensando assim, encontro respostas para outros conflitos da vida.

Sou criacionista porque Newton, Pascal, Dalton, Copérnico, Galileu, Kepler, Pasteur e outros fundadores da ciência moderna eram criacionistas.

Sou criacionista porque a ciência moderna, com todos os seus avanços, nunca conseguiu produzir, nos mais equipados laboratórios, qualquer forma de vida, por mais simples que seja, nos moldes defendidos pelo evolucionismo.

Sou criacionista porque creditar ao acaso milhares de formas de vida tão complexas seria absurdo para o mais cético pesquisador.

Sou criacionista porque é lógico.

César

(Obrigado ao Michelson pelas retoques no texto.)