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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Em defesa da paixão

Sempre ouvi comentários discriminatórios a respeito da paixão. Enquanto o amor é colocado no lugar mais alto do pódio, a paixão é considerada danosa, perigosa, coisas assim. O amor é equilibrado, é sereno, é constante... A paixão é impulsiva, é louca, é marginal...
Mas o que seria de nós sem a paixão?

É ela que nos acende o fogo para quase tudo na vida. Trabalho sem paixão é puro tedio, esporte sem paixão é mera atividade física (quem vai assistir os jogadores do flamengo e Vasco fazendo atividade física?) Amor sem paixão, não existe. Amor que se presa de verdade tem que ter paixão.

Dizem que quando a paixão acaba o amor permanece. Mas se a paixão é um ingrediente inseparável do amor, o que continua? Lembranças de um passado bom.

Isso é desculpa de quem deixou de amar e quer culpar a paixão por isso.

Se amor nos leva a fazer sacrificios pelo outro, a paixão nos leva a fazer loucuras. E o que é o sacrifício se não a loucura de quem ama?

Amor e paixão andam juntos como Avião e asa, Piu-Piu e Frajola, futebol e bola... Assim como eu você.

O amor sente, a paixão age. O amor pensa, a paixão fala.

E os desequilíbrios da paixão? São defeitos de um amor desequilibrado. Se o amor sai dos trilhos, a paixão se revela parcial, egoísta, interesseira.

Sou daqueles que acredita que a vida só vale a pena se tiver paixão. A gente ama e se paixona, se apaixona e ama. Isso faz sentido pra mim.

Não posso dizer que estou apaixonado, isso seria uma contradição diante de tudo que eu disse. Estar é um verbo temporal.
Sou apaixonado., às vezes mais às vezes menos. Mas sempre apaixonado.
Para Pedro e Patrícia.




2 comentários:

Otávio disse...

Se eu dissesse que te amo, alguns achariam estranho.... mas se eu dissesse que estou apaixonado pro ti, pegaria mal pra dadanado... rsrsrsrs
tow de onda...
vlw mano!

Estevão C. disse...

É verdade Otávio , o Preconceito já chegou a esse ponto.
ushashaushauh
Muito bom Cézar.