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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Tempo

Você já pensou no tempo? Ele passa sem avisar e quando a gente menos espera, ele já deixou marcas e lembranças.

Você já perdeu tempo? Esperou que algo acontecesse e quando o tal algo aconteceu, viu que foi apenas tempo perdido.

Você já ganhou tempo? Apressou as coisas, botou as coisas em dia, estudou na hora certa, trabalhou na medida certa, agiu no momento certo?

Tanta gente já falou do tempo. Mario Quitana disse que com o tempo você aprende a gostar de você, a cuidar de você, mas principalmente a gostar de quem gosta de você.

Salomão, o Sábio inspirado, também falou sobre o tempo.
Você já deve ter ouvido:

Há um tempo para tudo: há tempo para nascer, para morrer; para plantar e para arrancar o que se plantou; tempo de chorar, de rir, de prantear, de dançar; de espalhar, de ajuntar; tempo de buscar, de perder; tempo de calar, e tempo de falar; tempo de guerra, e tempo de paz..

Mas sempre, sempre é tempo de amar. (diz a letra de uma canção)

Há um tempo para tudo. Mas Geraldo Vandré cantava sobre o tempo e dizia: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer.”

O desafio é equilibrar as noções do rei e de Vandré.

O Tempo é relativo, Divirta-se e ele voa, sofra e ele parece não passar.
O tempo é democrático, traz rugas para a feia e para a bela.
O tempo é remédio, Cura dores e outros males, mas mantém cicatrizes para gente lembrar e suspirar: quanto tempo já passou...

Tempo: incontrolável, inflexível, disciplinado, sonho de alguns, lamento de outros, se arrasta para o menino, desaparece para o adulto, dispara para o idoso.

Para usá-lo?
Sabedoria e atitude.



P.S. “Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida."
Millôr Fernandes

Clarinha

Aproximava-se o dia do primeiro natal. As pessoas não estavam muito preocupadas com a chagada daquele bebê tão especial, a maioria delas nem sabia que ele nasceria naqueles dias. Mas enquanto o povo não estava nem aí para o nascimento do menino Jesus o céu estava agitadíssimo. Todos tinham algo para fazer. Os anjos estavam reunidos preparando as músicas que apresentariam naquele evento incomparável, enquanto uns afinavam os instrumentos, outros ensaiavam o coro que cantaria para celebrar a chegada do neném mais importante da história. As estrelas estavam todas ocupadas procurando o lugar mais adequado para brilhar quando o rei chegasse. Todos estavam envolvidos com os preparativos para a festa, todos menos alguém, Clarinha. Clarinha era uma pequena estrela que de tão pequena sentia-se inferior as outras. Ela via as grandes estrelas com seu brilho magnífico, com tanta beleza e esplendor e então pensava
– Puxa, eu nunca conseguirei ser como essas grandes estrelas, eu sou tão pequena, nunca brilharei como elas.
As estrelas maiores tentavam convencer Clarinha de que ela era muito importante, de que o seu tamanho não tinha nada a ver com seu valor, mas não adiantava, Clarinha terminou não se envolvendo com os arranjos para o primeiro natal.
Todos haviam saído para fazer algo. Clarinha, como sempre, havia ficado sozinha. De repente algo lhe chamou atenção. Lá de cima, ela olhou e viu um grupo de homens andando de lá para cá, iam para frente, vinham para trás, davam voltas, paravam, pareciam muito confusos. Clarinha ficou curiosa com aquela situação. Ela observou durante muito tempo e decidiu se aproximar mais para tentar descobrir algo sobre aqueles homens atrapalhados. Ao chegar mais perto, Clarinha teve uma surpresa incrível. Aqueles homens que lá de cima pareciam tontos eram na verdade três reis, que vieram lá do Oriente para a festa da chegada de Jesus. Eles estavam perdidos no deserto, pois não conheciam bem o lugar, falavam até em desistir e voltar para o Oriente por não descobrirem o lugar onde nasceria o menino Rei. Clarinha ficou muito preocupada, pois ninguém poderia faltar àquela festa maravilhosa. Tentou chamar alguém para orientar os nobres, mas não havia ninguém lá, todos estavam muito ocupados com os preparativos da festa, pensou no que poderia fazer e teve uma idéia. A princípio teve um pouco de medo, mas alguém precisava ajudar os três ilustres visitantes que vieram para a celebração do natal de Jesus. Ela decidiu ir lá em cima, o mais alto que chegasse e brilhar o máximo que pudesse para tentar chamar a atenção dos três viajantes. E assim ela fez. Voou, voou e quando estava muito além das nuvens começou a se esforçar para brilhar. Clarinha não estava muito acostumada com aquela situação, mas reuniu toda a sua força, como nunca havia feito antes e de repente um brilho especial começou a surgir do corpo de Clarinha e quando ela viu que seu esforço estava dando resultado ela se esforçou mais e mais e quando percebeu, Clarinha começou a iluminar todo céu, a ponto dos anjos e as outras estrelas pararem o que estavam fazendo para olhar aquele brilho imenso. Quando os Reis do Oriente viram aquela claridade enorme no céu, logo descobriram que se tratava do sinal do nascimento do menino Jesus, e seguiram Clarinha até ao local onde estava aquele bebê tão especial. Naquele instante as outras estrelas se aproximaram de Clarinha para parabenizá-la por aquele feito memorável.
Desde aquele dia Clarinha se tornou uma grande estrela no céu, a pesar do seu pequeno tamanho passou a ter nome e sobrenome. Agora ela era chamada por todas as outras estrelas de D´alva, Clara D´alva.

O Espírito de Natal além do dia 24

Há alguns anos atrás eu ouvi uma música do Padre Zezinho que trazia uma frase muito significativa: “Tudo seria bem melhor se o natal não fosse um dia, se as mães fossem Maria e se os pais fossem José e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré.

Estender o natal para além do dia 24 de dezembro é sonho de qualquer comerciante, qualquer publicitário, qualquer papai Noel, mas creiam, esse deve ser o sonho de Deus também. Porque o natal, para maioria de nós, é como um balão de gás que começa ser inflado no início de novembro e estoura na meia noite do dia 24. e com a explosão vão embora a solidariedade, o altruísmo, as reuniões de família, a caridade, o perdão e no dia 25 pela manhã já estamos torcendo que chegue o dia 31 para mais algumas horas de emoção, esquecidos do Espírito de Natal.

Eu gostaria de ouvir neste natal algo mais do que simplesmente “Que Jesus possa nascer todos os dias em nossos corações”. Eu gostaria que amanhã pela manhã eu continuasse a ser tocado pelo tão falado Espírito do natal.

Eu ouvi uma propaganda na semana passada de um Shopping em São Paulo, o comercial dizia que lá naquela correria, naquela barulheira, no âmago do consumismo estava o Espírito de Natal. Na hora eu me perguntei o que é o espírito de natal ? E na mesma hora fui corrigido, talvez por Ele, que a pergunta deveria ser Quem é o Espírito de Natal, e não o que é.

É exatamente disso que nós precisamos. Do Espírito de Natal. Que não é uma ansiedade para comprar roupas novas, nem muito menos a saudade de comer o peru na ceia do dia 24, mas é um espírito que mantém todo sentimento bom que se acumula no período de fim de ano para além do dia 24 de dezembro.

Ele, o Espírito de natal, o verdadeiro, é o responsável por nos encher de otimismo, esperança, bons pensamentos, tudo isso que a TV tenta nos convencer que comprando

Panetones e perus da Sadia nós vamos conseguir. Mas a gente sabe que a festa do dia 24 acaba neste dia, e às vezes, em vez de paz e fraternidade, sobram as indigestões do excesso de comida do natal.

Este Espírito de Natal, foi chamado de muitas maneiras na Bíblia. Espírito do Senhor, Espírito da Verdade, Espírito Eterno, Espírito da Graça. E Hoje nós costumamos chamá-lo de Espírito Santo. É, sem saber deram outro nome ao Consolador: Espírito de Natal. Por que ninguém além Dele pode comunicar tantas bênçãos que são esperadas no período do ano.

Em Atos 17:22 e 23 há um relato interessante:

Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos;

23 porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio.

Assim como Paulo, que ao observar em Atenas um altar vazio com a inscrição AO DEUS DESCONHECIDO, percebeu que se tratava do Deus dos Céus, quando ouvimos falar do Espírito de Natal, que comunica todo o bem que a humanidade necessita, concluímos que se trata do Espírito Santo.

Então espalhe a notícia, o Espírito de natal é o Espírito Santo e Ele continua em janeiro e lá ele se chama de Espírito de Paz, em fevereiro, especialmente no Brasil, ele trabalha bastante na mente dos filhos enlouquecidos de Deus, em abril, ele convida pessoas a olharem para a Cruz de Jesus, em julho ele não tira férias, em novembro ele trabalha com o vivos e não com os finados e em dezembro, a milhares de anos, ele tenta estender o natal para além da meia noite do dia 24.

Portanto, se nesta noite não aceitarmos a atuação do Santo Espírito em nós, teremos experimentado mais um balão de gás. Colorido, brilhante, de vários formatos, mas apenas um balão de gás.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O que eu sou sem ela?

O que eu sou sem ela? Bastam-me alguns dias sozinho e finalmente eu encontro as respostas a esta pergunta. Uma viagem de trabalho, uma visita à família ou a ilusão de um encontro divertido só com os amigos e tenho as respostas. Todas.
Sou isso mesmo: Sozinho. Ser sozinho é frio, é vazio, é úmido, é dolorido.
Às vezes pensamentos de independência visitam a inteligência, que simula situações... Mas a realiadade desdiz o que a mente propõe.
Sem ela sou vulnerável, sou menino, inseguro.

Sem ela falta brilho, a cor, a força, a parceria, a cumplidade.
Uma sexta à noite sem ela não tem mágica que as sextas à noite costumam ter. O que eu sou sem ela?
Sou saudade, sou lembrança sou passado. Mas saudade boa, lembrança boa , passado bom.
Se eu conseguiria viver sem ela? Provavelmente ,sim. Mas a idéia da possibilidade me deprime. Quem seria assim? Cama, mesa e banho. Cabelo, barba e bigode. Cabeça, tronco e membros.
Está escuro hoje. Quarta feira a luz acende.

Palavras chave:
Nêga, neguinho, pricupi, saltimbancos, amor.