
Fiquei pensando o que falar sobre o natal. Já disseram tanto a respeito desse dia, que para o cristianismo representa o início da parte mais importante do processo de salvação da humanidade, que fica difícil trazer alguma coisa inédita sobre o tema. Transformaram o natal em muitas coisas. Em poesia, canção, enfeites mas principalmente em uma oportunidade excelente para vender coisas. O comércio não lembra de longe o significado do natal e talvez para não se sentir culpado em utilizar um símbolo sagrado para comercializar presentes, criaram a figura do papai Noel, um intruso no contexto natalino.
Não é fácil depois de tanto tempo falar algo que sirva de reflexão nesta época do ano. A TV repete os mesmos textos arcaicos em vazios de cartões de natal há anos, o som da harpa de natal tocando Noite Feliz nas ruas se tornou quase insuportável, as mensagens dos bancos travestidas de altruísmo não enganam mais ninguém. È quase impossível não dizer o óbvio.
É por isso que tentando não ser repetitivo lembrei do comportamento da minha mãe na época do natal e talvez personalizar o natal seja de fato a melhor maneira de trazer algo novo neste dia.
Coisas que não faltavam no natal da minha mãe:
1- Roupa nova.
Todos os anos em meados de dezembro saíamos às ruas da minha cidade para comprar uma camisa par mim, um corte de tecido para minha irmã, uma calça nova para o meu pai e todos, nem que fosse por uma peça de roupa, estávamos estreando algo no dia 24. A iniciativa sempre era dela, ver todos de roupa nova era uma realização para minha mãe.
Vestir-se de roupa nova, eis aí uma boa lição para se aprender. Jesus escrevendo a esta igreja, depois de descrever a nossa situação de orgulho e mornidão no livro do apocalipse, sugeriu que comprasse-mos roupas a ele para que não andássemos nus. Jesus aponta neste simbolismo um sério problema que continua afetando os cristãos: A exaltação do “eu”. Continuamos a achar que pelos nossos próprios méritos obteremos o favor de Deus. Não precisamos daquele bebezinho que nasceu em Belém para nada. Somos maiores e mais fortes e com uma vida de obediência e alguns reais na bandeja de ofertas estamos em dia com Deus. Precisamos de roupa nova neste natal. Não as das lojas em promoção, mas aquelas que Cristo nos oferece, da sua Justiça que nos habilita para a sua presença e que nos deixam mais elegantes, segundo a opinião de Deus.
2- Dar presentes
Não eram presentes para a família, a roupa nova tinha sido os presentes da família. Eram presentes para os outros, especialmente para crianças. Minha mãe fazia campanhas nos dias que antecediam o natal e comprava carrinhos, bolas, bonecos e um monte de outros brinquedinhos para presentear as crianças no natal. Todos saíamos da igreja com cacarecos nas mãos e uma felicidade gigante no coração.
Presentear parece ser uma coisa comum no natal. Mas escolhemos a quem dar os presentes e nunca compramos para os outros nada que comprometa a nossa ceia natalina. Nosso natal é egoísta, individualista e muito vaidoso. Gastamos uma nota conosco e não temos coragem de dividir quase nada com o nosso próximo. Precisamos aprender a dar presentes. Não estes que usamos para impressionar os amigos ou parentes, mas aqueles que são essenciais para a manutenção da vida de outros. Nestes estão incluídos, abraços, ouvidos e pedidos de perdão. A fé sem obras é morta, Tiago disse inspiradamente. Esta semana eu e meu filho separamos alguns brinquedos que ele não brincava já algum tempo. Esperávamos por uma oportunidade para dar a alguém. No mesmo dia dois garotinhos bateram a porta da nossa casa pedindo comida, enquanto Patrícia trazia um panetone para as crianças meu filho de 5 anos se apressou dizendo que tinha brinquedos para dar. Vocês querem? Ele perguntou. A resposta foi sim, é claro. Ele correu escolheu alguns brinquedos e entregou aos dois meninos que repetiram a palavra obrigado pelo menos 4 vezes. Ao entrar em casa meu filho disse: “Eu fiquei feliz por ter dado meus brinquedos.” Acho que ele herdou da minha mãe o dom de presentear.
3- Um jantar de natal.
Novamente o jantar não era na nossa casa. Mas na igreja. Uns traziam arroz, outros uma salada, suco e tínhamos uma ceia de natal para mais de 100 pessoas. Alimentar às pessoas trazia uma felicidade enorme para minha mãe.
Lembrei ao pensar em alimento de um refrão de uma música dos anos 80. A Gente não quer ó comida, a gente quer comida diversão, Balé...
Precisamos dar a comida certa para a fome certa. É claro que o pão material está envolvido na proposta de alimentar as pessoas. Mas como religiosos classificamos às vezes de pão espiritual o ensino da Palavra de Deus e achamos que isso é suficiente. Não temos fome apenas de coisas sagradas. Temos fome de coisas divertidas, de surpresas, de demonstração de afeto. E aqui preciso falar especialmente para as famílias. Paulo diz que aqueles que não cuidam da sua família são piores que os incrédulos. Isso é muito grave. Deveríamos neste natal começar identificar as fomes que temos em casa. Sair pra jantar com a esposa, não para saciar sua fome de comida, mas sua necessidade de companheirismo, brincar de bola com o menino e boneca com a menina, para alimentá-los da sua lazer, e no dia do natal olhar no olho de cada um e declarar o seu amor para saciar a fome de afeto. Quem sabe na noite do natal dormir todos no mesmo quarto para que a fome da união seja satisfeita e todos tenham de fato uma Noite Feliz.
Não é fácil depois de tanto tempo falar algo que sirva de reflexão nesta época do ano. A TV repete os mesmos textos arcaicos em vazios de cartões de natal há anos, o som da harpa de natal tocando Noite Feliz nas ruas se tornou quase insuportável, as mensagens dos bancos travestidas de altruísmo não enganam mais ninguém. È quase impossível não dizer o óbvio.
É por isso que tentando não ser repetitivo lembrei do comportamento da minha mãe na época do natal e talvez personalizar o natal seja de fato a melhor maneira de trazer algo novo neste dia.
Coisas que não faltavam no natal da minha mãe:
1- Roupa nova.
Todos os anos em meados de dezembro saíamos às ruas da minha cidade para comprar uma camisa par mim, um corte de tecido para minha irmã, uma calça nova para o meu pai e todos, nem que fosse por uma peça de roupa, estávamos estreando algo no dia 24. A iniciativa sempre era dela, ver todos de roupa nova era uma realização para minha mãe.
Vestir-se de roupa nova, eis aí uma boa lição para se aprender. Jesus escrevendo a esta igreja, depois de descrever a nossa situação de orgulho e mornidão no livro do apocalipse, sugeriu que comprasse-mos roupas a ele para que não andássemos nus. Jesus aponta neste simbolismo um sério problema que continua afetando os cristãos: A exaltação do “eu”. Continuamos a achar que pelos nossos próprios méritos obteremos o favor de Deus. Não precisamos daquele bebezinho que nasceu em Belém para nada. Somos maiores e mais fortes e com uma vida de obediência e alguns reais na bandeja de ofertas estamos em dia com Deus. Precisamos de roupa nova neste natal. Não as das lojas em promoção, mas aquelas que Cristo nos oferece, da sua Justiça que nos habilita para a sua presença e que nos deixam mais elegantes, segundo a opinião de Deus.
2- Dar presentes
Não eram presentes para a família, a roupa nova tinha sido os presentes da família. Eram presentes para os outros, especialmente para crianças. Minha mãe fazia campanhas nos dias que antecediam o natal e comprava carrinhos, bolas, bonecos e um monte de outros brinquedinhos para presentear as crianças no natal. Todos saíamos da igreja com cacarecos nas mãos e uma felicidade gigante no coração.
Presentear parece ser uma coisa comum no natal. Mas escolhemos a quem dar os presentes e nunca compramos para os outros nada que comprometa a nossa ceia natalina. Nosso natal é egoísta, individualista e muito vaidoso. Gastamos uma nota conosco e não temos coragem de dividir quase nada com o nosso próximo. Precisamos aprender a dar presentes. Não estes que usamos para impressionar os amigos ou parentes, mas aqueles que são essenciais para a manutenção da vida de outros. Nestes estão incluídos, abraços, ouvidos e pedidos de perdão. A fé sem obras é morta, Tiago disse inspiradamente. Esta semana eu e meu filho separamos alguns brinquedos que ele não brincava já algum tempo. Esperávamos por uma oportunidade para dar a alguém. No mesmo dia dois garotinhos bateram a porta da nossa casa pedindo comida, enquanto Patrícia trazia um panetone para as crianças meu filho de 5 anos se apressou dizendo que tinha brinquedos para dar. Vocês querem? Ele perguntou. A resposta foi sim, é claro. Ele correu escolheu alguns brinquedos e entregou aos dois meninos que repetiram a palavra obrigado pelo menos 4 vezes. Ao entrar em casa meu filho disse: “Eu fiquei feliz por ter dado meus brinquedos.” Acho que ele herdou da minha mãe o dom de presentear.
3- Um jantar de natal.
Novamente o jantar não era na nossa casa. Mas na igreja. Uns traziam arroz, outros uma salada, suco e tínhamos uma ceia de natal para mais de 100 pessoas. Alimentar às pessoas trazia uma felicidade enorme para minha mãe.
Lembrei ao pensar em alimento de um refrão de uma música dos anos 80. A Gente não quer ó comida, a gente quer comida diversão, Balé...
Precisamos dar a comida certa para a fome certa. É claro que o pão material está envolvido na proposta de alimentar as pessoas. Mas como religiosos classificamos às vezes de pão espiritual o ensino da Palavra de Deus e achamos que isso é suficiente. Não temos fome apenas de coisas sagradas. Temos fome de coisas divertidas, de surpresas, de demonstração de afeto. E aqui preciso falar especialmente para as famílias. Paulo diz que aqueles que não cuidam da sua família são piores que os incrédulos. Isso é muito grave. Deveríamos neste natal começar identificar as fomes que temos em casa. Sair pra jantar com a esposa, não para saciar sua fome de comida, mas sua necessidade de companheirismo, brincar de bola com o menino e boneca com a menina, para alimentá-los da sua lazer, e no dia do natal olhar no olho de cada um e declarar o seu amor para saciar a fome de afeto. Quem sabe na noite do natal dormir todos no mesmo quarto para que a fome da união seja satisfeita e todos tenham de fato uma Noite Feliz.
Finalemtne gostaria de concluir leambrando de uma frase de uma música do Padre Zezinho: Tudo seria bem melhor se o natal não fesse um dia, se as mães fossem Maria e se os pais fosse José e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré.
Não consigo terminar sem dizer o óbvio:
Todo dia é dia de Natal.
Então: Feliz natais!
3 comentários:
Lindo! Feliz Natal pra vcs também! Beijo
Ei, eu nem comentei, mas muito bom o texto.
Que possamos parar pra refletir mais a cada dia sobre o significado desse amor para nós...
ReaLmente...é preciso rever alguns conceitos....precisamos viver verdadeiros natais!!!! Um beijão (completo - vê lá no blog de bila)
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